Mangakás que foram assistentes de autores famosos - Parte 2

Por Phos em terça-feira, 7 de maio de 2024

 Esse post é uma versão para o blog de conteúdo que eu fiz lá na página @universoanimanga, acompanhem lá porque há muitos posts novos que eu não costumo trazer para cá!

Vamos continuar a lista de mangakás que já foram assistentes de autores famosos antes de atingirem a própria fama! Quem quiser ver a parte 1 basta clicar aqui.

Takeshi Obata

Takeshi Obata, o co-autor de Death Note, Bakuman e Platinum End, começou sua carreira depois de vencer um prêmio Tezuka Award com seu one shot, o que lhe rendeu um emprego na Weekly Shounen Jump. Lá ele foi aprendiz e ajudante de Makoto Niwano, o criador de Bomber Girl.

Yusuke Murata

Um aprendiz de Takeshi Obata que fez muito sucesso foi Yusuke Murata, dono de uma arte de tirar o fôlego. Murata é mais conhecido por desenhar a adaptação para mangá da webcomic One Punch-Man junto com o autor original, One.


Nobuhiro Watsuki

Outro aprendiz de Obata foi Nobuhiro Watsuki, o polêmico (e criminoso) autor de Rurounin Kenshin (Samurai X). Nesse período ele também foi assistente de Yoichi Takahashi, o mangaká de Captain Tsubasa (Super Campeões), ou seja, trabalhou em dois clássicos de uma geração.

Hiroyuki Takei

Watsuki teve ao menos dois aprendizes que ficaram muito famosos, um deles foi Hiroyuki Takei, o autor de Shaman King. A história de Takei é bem curiosa porque ele tentou vencer o Tezuka Award várias vezes e não teve sucesso, ainda assim conseguiu o emprego de assistente.

Eiichiro Oda

Outro aprendiz de Watsuki foi Eiichiro Oda, autor de One Piece. Antes disso, Oda havia trabalhado para dois outros mangakás da Shounen Jump, principalmente porque ele tinha começado a carreira de assistente muito cedo, aos 17 anos, após receber vários prêmios com seu primeiro trabalho, Wanted!.


Kentaro Yabuki

Kentaro Yabuki é mais conhecido pelo seu mangá Black Cat e por ser o ilustrador em To Love-Ru, e ele foi assistente e aprendiz de ninguém menos que Takeshi Obata (mais um!), provando que o autor de Death Note deve ser um professor incrível.

Gege Akutami

Sempre acho legal trazer alguém da nova geração no fim, e apesar de sabermos muito pouco sobre Gege Akutami, mangaká de Jujutsu Kaisen, sabemos que em seu currículo consta um trabalho como assistente de Yasuhiro Kanou no mangá Kiss x Death, começando no ano de 2014.



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Até a próxima postagem!

Mangakás que fizeram sucesso com MAIS DE UM mangá!

Por Phos em terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

 Esse post foi ideia de um leitor que comentou no texto que escrevi sobre "por que muitos mangakás escondem sua identidade?".

Às vezes ficamos com a impressão de que os mangakás são pessoas de uma única obra, isto é, o autor só vai publicar um único mangá de sucesso durante toda a sua vida. Ele pode até ter criado vários mangás antes ou depois da obra principal, porém nenhuma chega ao mesmo nível de sucesso.

Seria muito difícil fazer uma pesquisa sobre isso e ter os números exatos, até porque é difícil definir o que é exatamente o sucesso de um mangá (no Japão e no mundo). Mas a impressão é que esse caso é o que acontece na maioria das vezes mesmo. Masashi Kishimoto primeiro lançou o mangá Karakuri, que lhe deu reconhecimento, depois publicou seu maior sucesso, Naruto, e o seu mangá seguinte (Samurai 8) se saiu tão mal que foi até cancelado. Tite Kubo publicou um mangá e alguns one shots antes de seu maior sucesso, Bleach, e nunca mais lançou algo novo (além de materiais e histórias dentro do mesmo universo de Bleach). Eiichiro Oda fez sucesso com alguns one shots antes de explodir com One Piece, que ainda está em andamento, mas pelas condições de saúde do autor tudo indica que será sua última obra antes de uma aposentadoria. Se os três maiores autores da sua geração passaram por isso, fica mesmo parecendo que há uma regra aqui.

Mas o objetivo desse post é mostrar exemplos de autores que fugiram desse estigma. Consegui reunir nove mangakás usando um critério pessoal para "obra de sucesso": serão aquelas obras que foram aclamadas de alguma forma, são influentes e/ou revolucionárias, que tiveram grande projeção no mundo todo ou pelo menos em quantidade exorbitante no Japão, renderam adaptações bem-sucedidas em outras mídias e, é claro, bons números de vendas.

Tsukasa Hojo

O primeiro mangá de Tsukasa Hojo, Cat's Eye, já pode ser considerado um grande sucesso pelas vendas impressionantes na década de 80. Em seguida ele lançou City Hunter, que foi um sucesso absoluto e rendeu ainda um spin off igualmente bem sucedido chamado Angel Heart. Três acertos é impressionante!


Rumiko Takahashi

Rumiko Takahashi possui um currículo com dez trabalhos, sendo que seis dele já venderam na casa dos milhões de cópias. Suas obras combinadas somam mais de 200 milhões de cópias, o que a coloca entre os autores que mais venderam. Ao menos dois de seus mangás merecem destaque principalmente entre os saudosistas que cresceram nos anos 90 e começo dos anos 2000: Ranma 1/2 e InuYasha.


Takeshi Obata

As obras de maior sucesso de Obata foram feitas em conjunto com Tsugumi Ohba, mas como a identidade desse último é um mistério e seus únicos trabalhos são justamente os com Obata, não vou colocá-lo em destaque na lista (até porque ele pode ser apenas o pseudônimo de um conjunto de assistentes). Essas obras são o sucesso mundial Death Note e o fenômeno das premiações Bakuman.


Takehiko Inoue

Takehiko Inoue deu ao mundo dois clássicos absolutos. Slam Dunk foi o seu segundo mangá a ser publicado (de 1990 a 1996) e vendeu mais de 100 milhões de cópias, sendo eleito o mangá favorito do Japão em 2007. Ele ainda trabalhou em outros menos famosos e parecia que ia cair na regra geral, até que em 1998 ele começou a fazer Vagabond, com o qual iria ganhar muitos prêmios.


Naoki Urasawa

Um gênio do mistério como Naoki Urasawa nos presenteou com não uma, nem duas, mas três grandes obras: Monster, 20th Century Boys e Pluto, todas em sequência. E um detalhe: ele começou o segundo enquanto terminava o primeiro, e o terceiro enquanto terminava o segundo, ou seja, em nenhum momento pareceu que ele iria cair na regra.


Yoshihiro Togashi

Togashi criou dois mangás de muito sucesso com uma base de fãs bem forte. O primeiro foi Yu Yu Hakusho, que foi sua primeira série e durou 4 anos em publicação. Com a fama obtida ele já ganhou sinal verde para publicar novamente, só que o mangá seguinte não rendeu tanto. Foi no terceiro, Hunter x Hunter, que a coisa pegou de vez e consagrou Togashi como um dos maiores mangakás da história.


Junji Ito

Junji Ito é considerado um dos principais artistas do terror nos mangás. Ele possui muitos trabalhos que são compilados em volumes ou revistas, então daria para citar várias dessas pequenas histórias como exemplos de sucesso. Porém quero exaltar dois trabalhos de imenso sucesso: Uzumaki e Tomie, que venderam muito, receberam várias adaptações e são renomados até hoje.


Akira Toriyama

Akira Toriyama é um dos exemplos de mangakás com sucesso em múltiplas áreas. Ele é mundialmente conhecido por Dragon Ball e todos os seus derivados em animes, jogos e demais produtos para venda. E com esse sucesso ele puxou outro mangá seu, Dr. Slump, para o hall da fama.


Osamu Tezuka

E, por fim, não poderia deixar de mencionar o deus dos mangás. Os trabalhos que eu citar aqui podem não parecer famosos para muita gente hoje em dia, afinal estamos falando dos primórdios do mundo dos mangás, mas dentro dos critérios que coloquei eles são excelentes, com o adicional de que influenciaram todos os mangakás que vieram depois de alguma forma. Estou falando de mangás como Black Jack, que já foi considerado por revistas e festivais um dos melhores mangás de todos os tempos, junto com Phoenix e Dororo. Tezuka também fez sucesso com Kimba, o Leão Branco (que foi copiado pela Disney em O Rei Leão) e o que talvez é seu trabalho mais famoso e longevo, Astro Boy.




Eu provavelmente esqueci alguém e posso ter deixado propositalmente alguns de fora por não considerar todas as suas obras tão bem sucedidas assim (cof cof... Hiro Mashima com Edens Zero). Podem ficar à vontade para relembrar nos comentários!

É isso por enquanto.

Até a próxima postagem!

Resumo e opiniões sobre o novo one shot Death Note

Por Phos em segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
O novo one shot com uma história completamente original no mundo de Death Note acabou de sair e já pode ser lido de graça no site da Shueisha. Provavelmente já deve ter muitos sites traduzindo também.


Eu vou resumir a história e intercalar com comentários e minhas opiniões. Então, a partir de agora o texto contém spoilers do novo capítulo.

O novo protagonista da história se chama Minoru Tanaka, um jovem que todos acreditam ser um gênio e o estudante mais inteligente do Japão graças às suas notas altas em testes de QI. Na verdade, Minoru vai muito mal nas matérias, ele apenas é viciado em fazer testes e por isso se especializou neles.
Graças a essa fama Ryuk, que está novamente entediado e sedento por maçãs, o procura e lhe oferece o Death Note. Depois de explicar tudo sobre como o Kira usou o caderno, Ryuk faz a proposta para Minoru se tornar o novo dono. O jovem pensa bastante e diz para o shinigami voltar dali a dois anos e refazer a proposta.


Aqui quero puxar um ponto interessante: tivemos um vislumbre do que o Kira se tornou. Antes de ler o capítulo eu acreditava que esse seria o foco, mostrar como o mundo via o Kira agora. Minoru diz que ele é estudado nas aulas de ética e de história mundial, sendo colocado como uma das grandes figuras históricas. Era de se esperar algo assim para alguém que surgiu com poderes sobrenaturais e abalou o mundo por um bom tempo.

Dois anos se passam e Ryuk aparece para Minoru novamente. O garoto então coloca seu plano em prática. Ele faz com que Ryuk vá até uma emissora de televisão e estenda na frente da câmera um papel anunciando que alguém está vendendo o poder de matar do Kira. Como ninguém pode ver o shinigami, com exceção dos que tocaram no caderno, a situação parece ainda mais estranha. Porém ainda existem agentes que podem ver Ryuk, como Matsua e Near (que agora é o novo L) e eles começam a agir.

As ofertas pelo poder do Kira se tornam muito altas, então logo nações começam a entrar no leilão ofertando preços exorbitantes. No fim, o governo americano compra o caderno por 10 TRILHÕES de dólares (isso dá quase metade do PIB anual do país e, na moeda local, dá 1 QUADRILHÃO DE YENS!!!). L e sua equipe não conseguem pensar em uma forma de impedir a transação ou capturar o vendedor (que eles chamam de A-Kira) de sacar o dinheiro, então desistem.

Near, que agora é o L, nunca me chamou muito a atenção na série original. Agora não foi diferente e ele até caiu no meu conceito por ter desistido tão rápido. Eu tenho certeza que isso foi feito porque não poderia haver uma nova corrida de gato e rato já que se trata de um one shot curto e não uma nova série. Mas sei lá, ele poderia ter se esforçado um pouco mais para deixar mais verídico.

Mas um ponto positivo aqui foi a coragem de trazer a história para o mundo real, apresentando personalidades conhecidas como Donald Trump e Xi Jinping (presidente da China) sem medo de representá-los fielmente e até de mostrar quais suas reações nesse cenário de crise. A China diz que usaria o poder para o bem, já os Estados Unidos diz que não o usaria, o que seria uma forma de manter a paz. Foi legal trazer essas jogadas dos pronunciamentos políticos.

Com a venda feita, fica a expectativa de como o vendedor irá obter seu pagamento. Então Minoru faz Ryuk ir novamente à TV e dar outra mensagem. O pagamento deveria ser feito através de transferências com valores igualmente repartidos para todas as contas poupança do banco Yotsuba do Japão, mas somente para as pessoas com menos de 60 anos. Apesar de parecer muito específico, muita gente é beneficiada (incluindo Minoru, é claro). Cada um recebeu cerca de 1 bilhão de yens, o suficiente para uma vida inteira de luxos. Inicialmente isso gerou caos, pois todos queriam abrir uma conta e conseguir o dinheiro, só que com o passar do tempo a economia japonesa cresceu como nunca. Por incrível que pareça, Kira começou a ser considerado um deus benevolente.

Eu gostei bastante da forma como Minoru fez para ganhar o dinheiro. Como seria impossível ficar com tudo para si sem levantar suspeitas ele dividiu, fazendo mais pessoas felizes, e ainda ficando com uma quantia mais que o suficiente para si.
O mais surpreendente é como sua ação mudou a perspectiva sobre como o mundo via o Kira. No começo do one shot ele cita que o Kira era visto nos livros de história como uma pessoa má, um verdadeiro vilão. E, de repente, tudo isso mudou. É uma forma de abrir uma discussão sobre como as pessoas enxergam figuras controversas. Para aqueles que não são afetados (e ainda saem ganhando), será que alguém que faz o mau pode ser reverenciado? Com certeza isso aconteceu e ainda acontece. Quantos alemães ficaram felizes ao ver suas economias voltando ao normal com Hitler no poder, mesmo sabendo das atrocidades que eram reveladas sobre ele? Esse exemplo que dei é extremo, mas podemos pensar em vários outros ainda mais próximos da nossa realidade.

Enfim, vamos terminar. Ryuk é chamado pelo Rei dos Shinigami para tomar uma bronca por ter deixado um Death Note ser vendido no mundo dos mortais. Ele é obrigado a adicionar uma nova regra: se o Death Note for vendido, tanto o comprador quanto o vendedor devem morrer. O shinigami revela essa regra quando entrega o caderno nas mãos do presidente americano Donald Trump, o comprador.
Trump pensa e resolve não aceitar o caderno, dessa forma ele não seria um comprador (apenas teria dado todo aquele dinheiro em troca de nada). Porém o presidente diz que continuará dizendo a mundo que tem o poder do Kira, uma forma de se manter temido. Ryuk acha justo e vai embora levando o caderno.
No fim, Ryuk mata Minoru escrevendo seu nome abaixo de onde escrevera o de Raito Yagami. Ele lamenta que todos os usuários do Death Note tenham uma vida tão curta.

Quando anunciaram esse one shot eu fiquei com medo de ser só mais uma história que ninguém pediu que não faria diferença. Ainda bem que foi o contrário. Notamos claramente que o mundo da série mudou completamente, não só porque agora alguém diz ter o poder de matar quem quiser e de o Japão ser um país onde a maioria da população é bilionária. Estou falando de como a sociedade enxerga o Kira, que é o que mais tem potencial para alimentar histórias no futuro.

Então é isso, fico feliz com o one shot, gostei bastante da história e ainda bem que não foi o que eu achei que seria!

Até a próxima postagem!

5 animes que já foram banidos em alguns países

Por Phos em sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Existem dezenas de animes que já foram banidos em algum país pelo mundo, mas nessa lista eu preferi reunir os que foram banidos pelos motivos mais curiosos ou inusitados.

Death Note foi um sucesso em vários países, mas na China isso foi visto como algo negativo para as crianças. Nas escolas, várias crianças estavam personalizando os cadernos e fazendo seus próprios death notes, e como todo o conceito sobre o caderno é meio mórbido (e psicopata, dependendo de quem comentar), foi interpretado que o anime estava ensinando as crianças a querer matar pessoas. Ou pelo menos insinuar que estavam matando pessoas, afinal era só para isso que o death note servia. A China realmente proibiu o anime e o mangá. No Novo México, nos Estados Unidos, isso quase aconteceu pelos mesmos motivos, as escolas pressionaram, mas nada aconteceu.

Em 2001, quando o mundo surtava com Pokémon, a Arábia Saudita proibiu o jogo. Para entender o motivo vocês precisam saber que a Arábia Saudita é um país onde 97% da população é muçulmana, o islamismo é a religião oficial e, por lei, o muçulmano que se converter à outra religião pode receber pena de morte. Lá é comum que saiam as fatwas, que é quando as autoridades religiosas se pronunciam sobre um tema específico dizendo como as leis islâmicas se aplicam naquele caso. Nesse ano de 2001 saiu uma fatwa dizendo que Pokémon trazia símbolos de outras religiões (como elementos da mitologia japonesa e até mesmo uma suposta Estrela de Davi, símbolo do judaísmo). Existe até uma história de que o anime e o jogo seriam uma conspiração dos judeus. Resultado: banido. E as cartas e todos os jogos relacionados foram banidos também porque, segundo eles, incentivavam a jogatina.

A França foi um dos países mais afetados pela Segunda Guerra Mundial, em especial pela ocupação nazista em seu território que durou muitos anos. Isso tornou o país muito rígido contra qualquer manifestação neonazista, e isso sobrou pro anime Kinnikuman. Nele existe um personagem chamado Brocken Jr., filho de um nazista e que por isso usa o uniforme do pai. Porém ele não apresenta nem segue as ideologias nazistas. Mesmo assim, 87 dos 137 episódios foram banidos no país sob a alegação de que o anime apresentava um nazista como uma pessoa boa e heroica. Já o mangá foi banido por completo. E a coleção de bonecos do anime, quando chegou aos Estados Unidos, teve o boneco de Brocken removido e substituído pelo de outro personagem. Ele também foi substituído em vários jogos nas versões de outros países.

Design do Coréia para o anime
Hetalia: Axis Powers é um mangá que traz países representados como pessoas, focando nos times formados na Segunda Guerra Mundial. Alguns poderiam reclamar que o anime utiliza muito os estereótipos de cada país para compor os personagens, mas é exatamente essa a ideia. O do Canadá, por exemplo, é calminho e sossegado, o da Itália é um obcecado por massas e o do Japão é disciplinado, trabalhador e possui obsessão por pornografia. O problema aconteceu na Coréia do Sul, onde a população ficou revoltada com a caracterização de seu país e uma petição online conseguiu banir o anime. A caracterização da Coreia é um sujeito obcecado por video game e internet e com uma relação de amor e ódio com o Japão, às vezes odiando, mas sempre querendo ser igual a ele. Lembrando que o Japão já dominou a Coreia do Sul por anos no passado, em uma das ocupações mais violentas da história. E o personagem se chama apenas Coreia porque, para o Japão, existe apenas uma (e a Coreia do Norte é um território rebelde).

Comparação entre Dot Pixis e o tal general
Shingeki no Kyojin é outro anime que já enfrentou muitos problemas. Ele esteve entre os 38 banidos na China em 2015 por apresentar muita violência explícita (o que, segundo as autoridades, tornaria as crianças violentas), mas vou comentar um motivo mais curioso que gerou polêmica um tempo atrás. Um dos personagens do anime, Dot Pixies, se parece muito com Yoshifuru Akiyama, que foi um general japonês na época em que o Império do Japão invadiu, conquistou e dominou a China (começou um pouco antes da Segunda Guerra Mundial e durou por toda ela). No Japão, o general é um herói de guerra, mas a China o conhece como um dos responsáveis pelos massacres e outros crimes horríveis que os japoneses fizeram na China durante o domínio. Isso fez com que o autor do mangá, Hajime Isayama, fosse ameaçado de morte por chineses.


Se vocês gostarem dessa postagem posso fazer uma parte 2! É só dizer aí nos comentários!

Até a próxima postagem!

Raito, L ou Near? Por quem você mais torceu em Death Note?

Por Phos em domingo, 4 de dezembro de 2016
Quero saber sua opinião!


Até a próxima postagem!

Confira o elenco do filme de Death Note feito pela Netflix

Por Phos em segunda-feira, 4 de julho de 2016

A Netflix irá atender aos pedidos de muitos fãs e fazer um filme baseado no grande anime/mangá Death Note. Poucos detalhes haviam sido revelados até semana passada, quando começaram as gravações.
O elenco foi divulgado recentemente e já gerou polêmica. Era de se esperar que algumas mudanças viessem, afinal é preciso transformar o mangá (que está cheio da cultura japonesa) para uma forma mais aceitável no mercado ocidental. Pelos nomes dos personagens, aparentemente a adaptação será "americanizada". Veja-o completo e eu vou explicar o porquê:

Nat Wolff, que esteve cogitado para ser o Homem-Aranha nos filmes da Marvel e é protagonista em Cidades de Papel, vai interpretar o protagonista Light Turner, a versão do filme para o protagonista Raito Yagami (ou Light Yagami, como ficou conhecido na versão em anime).


Margaret Qualley, famosa pela série The Leftovers da HBO, foi escalada para interpretar Mia Sutton (que provavelmente é a versão do filme para a personagem Misa Amane).


Agora a polêmica. O detetive L será interpretado pelo ator Keith Stanfield, que fez o papel de Snoop Dogg em Straight Outta Compton. Muitos fãs ficaram indignados com a total mudança do personagem, que na fonte original é um adolescente branco extremamente pálido e no filme será interpretado por um ator negro.


Paul Nakauchi interpretará o mordomo de L, Watari.


E por fim, Shea Wigham também estará no filme e será James Turner, o pai de Light. Ele é baseado, obviamente, no pai de Raito, Soichiro Yagami.


[ATUALIZAÇÃO]

O renomado ator Willem Dafoe, que você deve conhecer de filmes como Homem-Aranha, irá dublar o shinigami Ryuk.



É óbvio que o elenco é maior que esse, porém esses são os principais e únicos divulgados até então. E aí, o que acharam das escalações?

Até a próxima postagem!

China proíbe 38 animes, entre eles Death Note, Shingeki no Kyojin e Tokyo Ghoul!

Por Phos em sábado, 13 de junho de 2015

Recentemente saiu a notícia de que o governo chinês, mais especificamente o Ministério da Cultura, está banindo animes do seu território nacional. Isso significa que nenhum deles poderá ser exibido na TV, aberta ou fechada, e até mesmo na internet. Inclusive alguns servidores que apresentavam esses animes estão sendo tirados do ar a força.
O motivo alegado é que esses animes podem ser prejudiciais às crianças e adolescentes, pois, nas palavras do comunicado: "inclui cenas de violência, pornografia, terrorismo e crimes contra a moralidade pública".

Esta é a lista de animes banidos:

  • Death Note
  • Shingeki no Kyojin/Attack on Titan
  • Tokyo Ghoul
  • Elfen Lied
  • Highschool of the Dead
  • Highschool of DxD
  • Deadman Wonderland
  • Sword Art Online (segunda temporada)
  • Another
  • Afro Samurai
  • Psycho-Pass
  • Claymore
  • Sakura Diaries
  • Terror in Resonance
  • Ergo Proxy
  • Inferno Cop
  • Blood-C
  • Parasyte
  • The Skull Man
  • Tokyo ESP
  • Tokyo Ravens
  • Devil My Cry
  • Strike the Blood
  • Corpse Party
  • Date a Live II
  • So, I Can't Play H
  • Devilman Lady
  • Girls Bravo (segunda temporada)
  • Black Butler
  • Kanokon
  • RIN - Daughters of Mnemosyne
  • The Testament of Sister New Devil
  • Those Who Hunt Elves
  • Samurai Bride
  • Aesthetica of a Rogue Hero
  • Dance in a Vampire Bund

Isso é resultado de uma nova política sobre exibição de material estrangeiro na China. Mas essa não é a primeira vez e muito menos algo atual.

Em 2005, Death Note foi proibido em várias províncias e cidades chinesas porque um grande número de crianças estava personalizando seus cadernos, deixando-os como os death notes. E não parava por aí: as crianças estavam escrevendo nomes de amigos, parentes e até mesmo professores. Entre os argumentos para a proibição apresentados em notas oficiais estão: para proteger a "saúde física e mental" e que o anime "engana as crianças inocentes e distorce a sua mente e o seu espírito".

Eu sei que é quase impossível, mas vamos imaginar que isso aconteça no Brasil! O que fariam? O que acham disso tudo? Comentem!

Até a próxima postagem!

Você usaria um Death Note?

Por Phos em domingo, 30 de junho de 2013
É uma pergunta muito comum entre os fãs de Death Note: se você tivesse o caderno da morte, você usaria?

Para quem não sabe, o Death Note é um caderno usado pelos Shinigamis (deuses da morte) para matar as pessoas da Terra quando o tempo delas chega. O caderno funciona quando o nome da pessoa é escrito por inteiro nas páginas do caderno e o usuário visualiza mentalmente o rosto da vítima. E quem escreve o nome pode decidir a hora e o motivo da morte. Tudo isso seguindo algumas regras.

Enfim, no anime Death Note um desses cadernos caiu do céu e foi achado pelo protagonista Raito Yagami. Agora imagine se um Death Note caísse no seu quintal e você o achasse?


Pense bem: uma vez que você usa o caderno, você está condenado a permanecer após a morte em um lugar que não é nem o Céu nem o Inferno, ou seja, fica vagando em um lugar sem rumo. Sem falar que estaria tirando a vida de pessoas. Mas pode ser por uma boa causa, como eliminar criminosos.


O que você faria: Usaria o caderno ou não?

Até a próxima postagem!

Personagem da Semana: L Lawliet

Por Phos em sábado, 19 de janeiro de 2013
Nessa semana o nosso personagem é...


L Lawliet



Animangá: Death Note
Criador: Tsugumi Ohba
Altura: 1, 73 cm
Massa: 49 kg
Idade: 25 anos (quando morre)
Aniversário: 31 de outubro
Família: Desconhecida
Habilidades: Tem uma inteligência fora do comum, grande habilidade analítica, 
Gosta: De doces, café ou qualquer coisa açucarada
Odeia: Pessoas que fazem o mal

História

Lawliet foi criado no orfanato Wammy's House, para crianças super-dotadas. Daí pra frente sua história é desconhecida, mas ele tornou-se o melhor detetive do mundo, sob o codinome "L".
Outros dois disfarces seus são o segundo e o terceiro melhores detetives do mundo. Ele é bem excêntrico. Está sempre vestido com calças jeans, camisas brancas e descalço. Senta-se de modo que seus pés não tocam o chão, com os joelhos dobrados. Gosta de ficar com o dedo polegar na boca. Possui olheiras enormes, o que indica que ele quase nunca dorme.

Então L foi selecionado para o "Caso Kira".
O primeiro passo de L foi descobrir onde Kira morava. Ele usou um criminoso para se passar por sua identidade. Depois levou uma transmissão desse criminoso a cidades diferentes em horas diferentes. Com esse plano genial ele descobriu que Kira estava na cidade japonesa de .
Kira mudou-se para um apartamento no Japão e usava Watari como um meio para se socializar.
Logo depois L começa a analisar os horários das mortes. Ele conclui que Kira é um estudante, já que age sempre em um período em que não estaria em aula, e que pode controlar o horário das mortes.
L pede para que os nomes e fotos de policiais fossem tirados dos noticiários de TV e jornais, para evitar que informações chegassem a Kira. Porém o Kira, que era Raito, tinha acesso ao computador de seu pai, Soichiro, que era chefe de polícia.
Com a continuação das mortes, L conclui que Kira é um dos policiais ou pessoas ligadas a eles.
Então L começa a desconfiar de Raito. Então resolve revelar seu rosto, e Raito passa a ajudar L e os policiais, ao mesmo tempo que continua agindo secretamente como Kira,
E L permanece usando sua inteligência, agora contra Kira e o Segundo Kira. Ele conseguiu concluir quais regras do Death Note eram falsas.Mas então, o shinigami Remu escreve o nome de L no seu Death Note. L cai de sua cadeira e é amparado por Raito. Mas, nos seus últimos momentos de vida, L vê Raito sorrir, e então conclui mentalmente que sempre esteve certo.

Galeria

L tomando café

L, Misa Amane e Raito Yagami


Esse é o símbolo que L usa quando quer preservar sua identidade

L chutando Raito


Até a próxima postagem!

Personagens de Death Note

Por Phos em domingo, 16 de dezembro de 2012
Death Note é um animangá muito conhecido, e um motivo para ele ser bem assistido/lido, é por que ele é curto (108 capítulos de mangá e 37 episódios no anime). Mas mesmo sendo curto, ele tem uma boa lista de personagens.

Vou tentar contar bem sobre os personagens sem passar spoilers.

Raito Yagami (Light Yamami, na dublagem brasileira)


É o melhor estudante do Japão. Raito encontrou o Death Note de Ryuuku e começou a usá-lo para matar todos os criminosos da Terra, sob o pretesto de limpar o mundo de todo o mal, e recebendo da mídia o nome de Kira. Essa onda de mortes chama a atenção do detetive L, que se torna seu pior adversário. Usando sua itenligência super-avançada ele consegue driblar os planos de L, e se livrar de sua constante vigilância e suspeita. Raito passa a agir como agente duplo, ainda como Kira mas também ajudando L.



L Lawliet

Era o maior detetive do mundo. Possui uma inteligência fora do normal, é um tanto excêntrico e anti-social. L foi tão capaz que conseguiu descobrir a cidade onde Kira estava e cogitou a origem do poder para matar, definindo que o assassino precisava do nome da vítima. Estava constantemente comendo doces.



Ryuuku

É um shinigami, dono do primeiro Death Note de Raito. Ele jogou seu caderno na Terra por estar entediado. Acha os humanos "interessantes" e adora comer maçãs.


Misa Amane

Ela é uma modelo e atriz popteen japonesa. Também possui um Death Note, e anda com sua dona, a shinigami Remu. Chegou a ser chamada de Segundo Kira. Misa possui os Olhos do Shinigami, por isso pode identificar o nome e tempo de vida de uma pessoa só olhando para ela. Misa é apaixonada por Raito e tem gratidão por ele ter matado um bandido que matou seus pais. Misa chega a namorar Raito, mas ele só a queria para encobrir seus planos e por causa do poder de Misa.



Remu

É a shinigami dona do caderno de Misa. Ela é calma, séria e gosta muito de Misa.



Soichiro Yagami

Pai de Raito. Ele era chefe de polícia da cidade e um dos primeiros a se envolver na investigação do Caso Kira. Ele é sério e sempre pensou em proteger sua família, sempre ficando do lado de Raito quando L o acusava de ser o Kira.



Near

Seu nome verdadeiro é Nate River. É um detetive mirim, que viveu no mesmo orfanato que L, para crianças super-dotadas, o Wammy's House. Lá ele esperou para substituir L, e quando chegou a sua vez ele assumiu a liderança do Caso Kira. Near está sempre brincando com peças de montar, robôs, miniaturas e principalmente com bonecos de dedo, estilizados com a aparência dos envolvidos no caso. É o líder da SPK, um grupo que foi criado com apoio do FBI para investigar o Caso Kira.



Mello

Também cresceu no orfanato Wammy's House e era o segundo substituto de L mais capacitado. Porém ele perdeu a vaga para o primeiro, Near, e isso lhe deixou irritado, desejando então resolver o caso por conta própria. Está sempre comendo chocolate.


Watari

Assistente de L, sendo seu "corpo", já que L nunca sai de seu esconderijo e passa todos os comandos necessários a Watari quando contato social é necessário. É o dono do Wammy's House.



Touta Matsuda

Um dos investigadores do Caso Kira, subordinado de Soichiro e L. Ele age sob o nome de Taro Matsui, para esconder sua verdadeira identidade assim que L deduziu que Kira precisava do nome para matar.



Shuichi Aizawa

Um dos investigadores do Caso Kira, subordinado de Soichiro e L. Ele age sob o nome Aihara. Foi o primeiro homem da polícia a descobrir a identidade de Kira.



Hirokazu Ukita

Um dos investigadores do Caso Kira. Ele é meio quieto, porém bravo, e está constantemente fumando.



Kanzo Mogi

Também é um dos investigadores do Caso Kira. Ele foi incumbido por L de se passar por empresário de Misa Amane.



Hideki Ide

Outro investigador do Caso Kira. Foi um dos mais fiéis agentes de Soichiro Yagami.



Stephen Loud

Membro da SPK, onde usava o nome falso Stephen Gevanni.



Halle Bulook

Foi uma agente da CIA, e agora pertence a SPK. Agia sob o nome de Halle Lidner.



Anthony Carter

Membro da SPK, é o melhor agente de Near. Age sob o nome de Anthony Rester.



Dwhite Gordon

Agindo sob o nome de Rod Ross, ele era membro da máfia que Mello comandava para desvendar o Caso Kira.



Kal Snydar

Membro da máfia de Mello, agindo sob o nome de Jack Neylon. Ele usava um Death Note que foi obtido por Mello e possuía os Olhos de Shinigami.



Sachiko Yagami

Esposa de Soichiro e mãe de Raito e Sayu.



Sayu Yagami

Irmã mais nova de Raito.



Jealous

Foi um shinigami que morreu ao usar o Death Note para mudar o destino de uma garota por quem se apaixonou, matando o futuro assassino dela.



Sidoh

Foi um shinigami que teve seu caderno pêgo por Ryuuku e jogado na Terra, passando a se tornar peça do jogo entre Kira, os investigadores e a máfia de Mello.



Kyousuke Higuchi

Ele era um dos executivos da poderosa empresa Yotsuba. Ele tinha o Death Note de Remu, assim que Misa o renunciou. Tudo isso foi parte do plano de Raito, para mudar as suspeitas de que ele era o Kira para outra pessoa.



Ray Penbar

Agente do FBI convocado por L para vigiar Raito, assim que sua primeira dúvida sobre ele surgiu, logo no começo da série.



Naomi Misora

Era noiva de Ray e agente do FBI. Ela esteve com as pistas que incriminavam Raito.



Thierry Morello

Ele ajudou L a investigar a Yotsuba, sob o nome de Aiber.


Mary Kenwood

Também ajudou L a investigar a Yotsuba, sob o nome de Wedy.



Hitoshi Demegawa

Ele é o diretor da Sakura TV, super-sensacionalista quando se tratava do Caso Kira. Foi ele um dos principais fatores que levou o Caso Kira ao mundo, exibindo as fitas que Raito e Misa mandavam secretamente a emissora.


Teru Mikami

Ele via Kira como um deus, e por isso ajudou Raito. Ele agia como Kira quando Raito estava impossibilitado ou sob vigia.


Kiyomi Takada

Ela estudou e namorou com Raito. Tornou-se uma jornalista e foi escolhida por Teru Mikami para divulgar as ações de Kira.



Mail Jeevas

Conhecido como Matt, era o terceiro mais inteligente do Wammy's House, atrás de Near e Mello. Era o melhor amigo de Mello no orfanato, e por isso passou a integrar sua máfia.



Roger Ruvie

Diretor do orfanato Wammy's House.




Bom, é isso por enquanto. Gostaria de pedir a vocês para seguirem o blog e para curtirem a página no Facebook, tá tudo ali no canto =>>

Até a próxima postagem!