Mangakás que foram assistentes de autores famosos - Parte 1

Por Phos em sábado, 6 de abril de 2024

Esse post é uma versão para o blog de conteúdo que eu fiz lá na página @universoanimanga, acompanhem lá porque há muitos posts novos que eu não costumo trazer para cá!

Hoje vamos acompanhar mangakás que fazem bastante sucesso e que começaram como assistentes de outros autores bem famosos!


Akihisa Ikeda

Akihisa Ikeda trabalhou como assistente de Norihiro Yagi na época de Angel Densetsu, mas o deixou antes do maior sucesso de Yagi, Claymore, porque iria estrear seu primeiro mangá como autor principal. Dois anos depois Ikeda lançaria seu maior trabalho, Rosario + Vampire.

Shotaro Ishinomori

O rei dos mangás Shotaro Ishinomori só poderia ter sido aprendiz e assistente de ninguém menos que o deus dos mangás, Osamu Tezuka. Pra quem não conhece, Ishinomori é o criador de dezenas de mangás que influenciaram várias gerações, como Kamen Raider.

Tatsuya Endo

Tatsuya Endo trabalhou como assistente de dois grandes mangakás modernos: Kazue Kato em Ao no Exorcist e Tatsuki Fujimoto em Fire Punch. Atualmente ele trabalha na sua criação de maior sucesso tanto em mangá como anime: Spy x Family.

Go Nagai

E Ishinomori passou adiante seus aprendizados tomando como assistente e discípulo o jovem Go Nagai, que seguiu o caminho de seus antecessores criando dezenas de mangás que influenciaram e popularizaram muitos gêneros, dos mechas ao ecchi, sendo o mais famoso Devilman.

Mikio Ikemoto

Mikio Ikemoto foi assistente de Masashi Kishimoto, o autor de Naruto, de 1999 até 2014. Foi confiado a ele ilustrar a sequência de Naruto, Boruto, enquanto o roteiro ficou a cargo de Ukyo Kodachi, que não era assistente de Kishimoto, mas o tinha ajudado a escrever o primeiro filme do Boruto.

Takehiko Inoue

Takehiko Inoue trabalhou nos anos 80 como assistente de Tsukasa Hojo no mangá City Hunter (que talvez você conheça mais pelos filmes live-action). Depois, Inoue iria revolucionar os mangás de esporte com Slam Dunk e ainda criaria outra obra-prima: Vagabond.




Essa é uma parte 1, em breve lanço a parte 2 com mais nomes!

Atualização: a parte 2 já saiu, basta clicar aqui para ler.


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Até a próxima postagem!

Mangakás que fizeram sucesso com MAIS DE UM mangá!

Por Phos em terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

 Esse post foi ideia de um leitor que comentou no texto que escrevi sobre "por que muitos mangakás escondem sua identidade?".

Às vezes ficamos com a impressão de que os mangakás são pessoas de uma única obra, isto é, o autor só vai publicar um único mangá de sucesso durante toda a sua vida. Ele pode até ter criado vários mangás antes ou depois da obra principal, porém nenhuma chega ao mesmo nível de sucesso.

Seria muito difícil fazer uma pesquisa sobre isso e ter os números exatos, até porque é difícil definir o que é exatamente o sucesso de um mangá (no Japão e no mundo). Mas a impressão é que esse caso é o que acontece na maioria das vezes mesmo. Masashi Kishimoto primeiro lançou o mangá Karakuri, que lhe deu reconhecimento, depois publicou seu maior sucesso, Naruto, e o seu mangá seguinte (Samurai 8) se saiu tão mal que foi até cancelado. Tite Kubo publicou um mangá e alguns one shots antes de seu maior sucesso, Bleach, e nunca mais lançou algo novo (além de materiais e histórias dentro do mesmo universo de Bleach). Eiichiro Oda fez sucesso com alguns one shots antes de explodir com One Piece, que ainda está em andamento, mas pelas condições de saúde do autor tudo indica que será sua última obra antes de uma aposentadoria. Se os três maiores autores da sua geração passaram por isso, fica mesmo parecendo que há uma regra aqui.

Mas o objetivo desse post é mostrar exemplos de autores que fugiram desse estigma. Consegui reunir nove mangakás usando um critério pessoal para "obra de sucesso": serão aquelas obras que foram aclamadas de alguma forma, são influentes e/ou revolucionárias, que tiveram grande projeção no mundo todo ou pelo menos em quantidade exorbitante no Japão, renderam adaptações bem-sucedidas em outras mídias e, é claro, bons números de vendas.

Tsukasa Hojo

O primeiro mangá de Tsukasa Hojo, Cat's Eye, já pode ser considerado um grande sucesso pelas vendas impressionantes na década de 80. Em seguida ele lançou City Hunter, que foi um sucesso absoluto e rendeu ainda um spin off igualmente bem sucedido chamado Angel Heart. Três acertos é impressionante!


Rumiko Takahashi

Rumiko Takahashi possui um currículo com dez trabalhos, sendo que seis dele já venderam na casa dos milhões de cópias. Suas obras combinadas somam mais de 200 milhões de cópias, o que a coloca entre os autores que mais venderam. Ao menos dois de seus mangás merecem destaque principalmente entre os saudosistas que cresceram nos anos 90 e começo dos anos 2000: Ranma 1/2 e InuYasha.


Takeshi Obata

As obras de maior sucesso de Obata foram feitas em conjunto com Tsugumi Ohba, mas como a identidade desse último é um mistério e seus únicos trabalhos são justamente os com Obata, não vou colocá-lo em destaque na lista (até porque ele pode ser apenas o pseudônimo de um conjunto de assistentes). Essas obras são o sucesso mundial Death Note e o fenômeno das premiações Bakuman.


Takehiko Inoue

Takehiko Inoue deu ao mundo dois clássicos absolutos. Slam Dunk foi o seu segundo mangá a ser publicado (de 1990 a 1996) e vendeu mais de 100 milhões de cópias, sendo eleito o mangá favorito do Japão em 2007. Ele ainda trabalhou em outros menos famosos e parecia que ia cair na regra geral, até que em 1998 ele começou a fazer Vagabond, com o qual iria ganhar muitos prêmios.


Naoki Urasawa

Um gênio do mistério como Naoki Urasawa nos presenteou com não uma, nem duas, mas três grandes obras: Monster, 20th Century Boys e Pluto, todas em sequência. E um detalhe: ele começou o segundo enquanto terminava o primeiro, e o terceiro enquanto terminava o segundo, ou seja, em nenhum momento pareceu que ele iria cair na regra.


Yoshihiro Togashi

Togashi criou dois mangás de muito sucesso com uma base de fãs bem forte. O primeiro foi Yu Yu Hakusho, que foi sua primeira série e durou 4 anos em publicação. Com a fama obtida ele já ganhou sinal verde para publicar novamente, só que o mangá seguinte não rendeu tanto. Foi no terceiro, Hunter x Hunter, que a coisa pegou de vez e consagrou Togashi como um dos maiores mangakás da história.


Junji Ito

Junji Ito é considerado um dos principais artistas do terror nos mangás. Ele possui muitos trabalhos que são compilados em volumes ou revistas, então daria para citar várias dessas pequenas histórias como exemplos de sucesso. Porém quero exaltar dois trabalhos de imenso sucesso: Uzumaki e Tomie, que venderam muito, receberam várias adaptações e são renomados até hoje.


Akira Toriyama

Akira Toriyama é um dos exemplos de mangakás com sucesso em múltiplas áreas. Ele é mundialmente conhecido por Dragon Ball e todos os seus derivados em animes, jogos e demais produtos para venda. E com esse sucesso ele puxou outro mangá seu, Dr. Slump, para o hall da fama.


Osamu Tezuka

E, por fim, não poderia deixar de mencionar o deus dos mangás. Os trabalhos que eu citar aqui podem não parecer famosos para muita gente hoje em dia, afinal estamos falando dos primórdios do mundo dos mangás, mas dentro dos critérios que coloquei eles são excelentes, com o adicional de que influenciaram todos os mangakás que vieram depois de alguma forma. Estou falando de mangás como Black Jack, que já foi considerado por revistas e festivais um dos melhores mangás de todos os tempos, junto com Phoenix e Dororo. Tezuka também fez sucesso com Kimba, o Leão Branco (que foi copiado pela Disney em O Rei Leão) e o que talvez é seu trabalho mais famoso e longevo, Astro Boy.




Eu provavelmente esqueci alguém e posso ter deixado propositalmente alguns de fora por não considerar todas as suas obras tão bem sucedidas assim (cof cof... Hiro Mashima com Edens Zero). Podem ficar à vontade para relembrar nos comentários!

É isso por enquanto.

Até a próxima postagem!

Por que muitos mangakás escondem sua identidade?

Por Phos em terça-feira, 23 de janeiro de 2024

 Essa é uma versão para o blog de um post feito na nossa página do Instagram. Confira lá para mais conteúdo: @universoanimanga!

Você já deve ter reparado que vários mangakás raramente fazem aparições públicas, com pouquíssimos ou nenhum registro em foto. Para se expressar eles usam avatares e quando precisam aparecer em pública usam máscaras.

Gege Akutami, autor (ou autora?) de Jujutsu Kaisen

Já se perguntou o motivo disso?

Adianto que a resposta não é única, afinal não tem como falar por todos os autores de mangá no Japão. Fiz uma boa pesquisa no tema e juntei nesse post os principais motivos que encontrei!

Motivo 1: Privacidade

Muito por questões culturais (que não vou entrar em detalhes) e também sociais, a privacidade é um assunto bastante sério no Japão.

Não é crime fotografar/filmar pessoas em público, porém  se você colocar essas imagens para exposição (um jornal ou vídeo no Youtube, por exemplo) a pessoa pode entrar com um processo pelo uso da sua imagem. Se você acompanha vlogs de moradores do Japão já deve ter visto como eles borram rostos dos transeuntes em vídeos nas ruas.

Fotógrafos e jornalistas que cobrem eventos com participação de mangakás, mesmo que em entrevistas, precisam perguntar se o autor quer ser registrado. A resposta geralmente é não, por querer manter a privacidade ou pelos demais motivos que veremos a seguir. Logo, é raro ter registro de mangakás até em eventos.

Motivo 2: Vida pessoal e trabalho

É perfeitamente compreensível que os autores queiram separar sua vida pessoal do trabalho.

Assim eles conseguem expressar suas ideias livremente sem serem julgados em outros meios. É bem comum, por exemplo, entre quem escreve mangás com conteúdo adulto. Isso também evita trazer problemas da figura pública para a vida pessoal, ou vice-versa.

Há quem opte por apenas usar um pseudônimo, mas há também quem crie personagens inteiramente fictícios. Até hoje existem discussões sobre a identidade de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata (autores de Death Note e Bakuman), com gente dizendo que são duas manifestações de um só autor.

Motivo 3: O status de mangaká

No Japão, os mangakás possuem um status de fama muito grande, comparado a músicos e artistas de TV e cinema. Isso atrai uma massa de fãs muito grande, e por consequência vêm muitos fanáticos junto. A privacidade seria um meio de evitar a importunação e perseguição.

Existem vários casos registrados de ameaças contra mangakás, um deles bem notório:

Em 2013, o mangaká Tadatoshi Fujimaki começou a receber várias cartas ordenando que ele parasse de escrever seu mangá Kuroko no Basket porque seria uma “cópia de Slam Dunk”. Chegou ao ponto de algumas cartas virem com pólvora e com líquidos que evaporavam em um gás veneno. Ninguém ficou ferido e Fujimaki continuou publicando.

Avatar de Tadatoshi Fujimaki

Motivo 4: Questões de gênero

Além de esconder a aparência, muitos mangakás escondem seu gênero para evitar o preconceito do público. Isso é bem comum com mulheres que escrevem shounen. Elas não só precisam adotar pseudônimos, como precisam ser pseudônimos masculinos. Obviamente acabam também evitando aparições públicas.

O problema é muito mais sério e se estende ainda mais porque autoras mulheres costumam receber muito mais julgamento baseado em outras características que vão além do trabalho (como aparência, peso, relacionamentos, etc.)

Koyoharu Gotoge (Kimetsu no Yaiba) mantinha até seu gênero em segredo e se expressava pelo avatar de um jacaré com óculos. Porém um funcionário da Weekly Shounen Jump revelou que ela era do gênero feminino.

Para evitar uma rejeição imediata da sua obra que seria publicada em uma revista que tem meninos como público-alvo, Hiromi Arakawa mudou seu nome para Hiromu (que é masculino). E ela escreveu um dos melhores shounens de todos os tempos: Fullmetal Alchemist.

Avatar de Hiromu Arakawa

Motivo 5: Oportunidades de trabalho

Muitos mangakás dedicam suas vidas inteiras a um único mangá de sucesso, entretanto há aqueles que até trocam o gênero onde trabalham. E para isso manter uma identidade secreta é bastante útil, afinal é possível criar uma para cada “personalidade artística”. Sem toda uma bagagem da obra antiga, o autor consegue oportunidades de trabalho mais amplas, livre de preconceitos.

Toshihiro Ono, que ilustrou algumas obras em mangá de Pokémon, também já desenhou hentai, só que usando um outro pseudônimo que aparentemente ninguém sabe qual é.


E, por fim, vale citar também que manter a identidade secreta não é uma regra, existem muitos mangakás que gostam de fazer aparições públicas e são muito ativos em redes sociais.

Além de ter várias fotos por aí, Hiro Mashima (Fairy Tail) é bem ativo na sua conta do Twitter/X, que tem quase 2 milhões de seguidores. Lá ele faz comentários sobre vários tópicos e posta seus desenhos.

E o que dizer de Junji Ito, que em 2023 veio ao Brasil e esteve na CCXP com um público na casa dos milhares!



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Até a próxima postagem!

Os Mangakás: Akira Toriyama

Por Phos em quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Hora de falar do grande ídolo das crianças do passado, do presente e possivelmente do futuro. O gênio por trás do épico Dragon Ball, Akira Toriyama!


Akira nasceu em Kiyosu, no Japão, em 5 de abril de 1955. Sempre gostou muito de desenhar, e quando criança adorava desenhar os 101 dálmatas.


Em 1977 ele começou sua carreira como mangaká. Seu primeiro mangá Awawa World, nunca foi publicado, mas foi disponibilizado alguns anos mais tarde em um boletim chamado "Bird Land Press", que pertencia ao fã clube de Akira. O mesmo aconteceu com seu segundo mangá, Mysterius Rain Jack.

Awawa World
Após vencer um concurso para novos mangakás, usando o Awawa World, em 1978 Akira entrou para a Weekly Shonen Jump. No mesmo ano deu início a uma nova história, chamada Wonder Island.

Wonder Island
Outros mangás vieram depois, como Today's Highlight Island e Tomato. Porém foi em 1980 que Akira conseguiu o sucesso, ao criar o mangá Dr. Slump, que seria sua primeira obra a ser transformada em anime. Dr. Slump rendeu a Akira 18 volumes e um prêmio de mangá shonen do ano, além de toda a fama que precisava para ascender.

Today's Highlight Island

Akira Toriyama desenhando Dr. Slump em 1983.

Em 1983, após alguns mangás fracos, ele criou Dragon Boy, um mangá sobre um garoto com asas de dragão lutador de artes marciais que tem a missão de proteger uma princesa. Rendeu apenas 2 capítulos, mas foi o gancho para a próximo grande história de Akira.


Ele assimilou partes de Dragon Boy para criar um novo mangá. Lançado em 1984, Dragon Ball seria a obra que tonaria Akira Toriyama famoso no mundo todo.


Dragon Ball trouxe ao mundo Goku, que tornou-se símbolo no mundo todo do mangá japonês. Dragon Ball foi também responsável por disseminar a cultura do mangá por outros países. Em 1986 se tornou anime, conquistando uma legião enorme de fãs. Seu estilo simples de desenho chamava a atenção, e atraía crianças a desenhar seus personagens, formando a futura geração de mangakás. Afinal, quem nunca desenhou um personagem de Dragon Ball?


Akira sustentou Dragon Ball por 11 anos, com 42 volumes, e se tornou febre mundial, não só como mangá e anime, mas também como série de jogos, filmes, brinquedos entre outros produtos.

Mesmo não desenvolvendo nenhuma grande história após Dragon Ball, seu sucesso permaneceu intacto. Muitos dos grandes mangakás da atualidade, como Eiichiro Oda (criador de One Piece), Masashi Kishimoto (criador de Naruto) e Tite Kubo (criador de Bleach) contam que foram influenciados por Akira, e deixam isso bem claro criando personagens semelhantes aos de Dragon Ball, como por exemplo Luffy e Naruto, que se assemelham muito a Goku.

Luffy, de Eiichiro Oda, é muito semelhante à Goku, de Akira Toriyama. Uma clara homenagem de Oda a seu "mestre".

De uns anos pra cá seu trabalho principal se concentra em one-shots (mangá de um único capítulo) e no trabalho de character designer, criando personagens para jogos da série Dragon Quest, entre alguns outros. Em 2006 lançou o one-shot Cross Epoch, em parceria com seu aprendiz Oda, juntando Dragon Ball com One Piece em uma divertida história.


Em 2010, Akira Toriyama lançou um one-shot chamado Kintoki, que teve relativo sucesso. Seu trabalho mais recente de que se tem notícia foi a supervisão no filme "Dragon Ball Battle of Gods", lançado em 2013.


Além da sua história como mangaká, pouco se sabe sobre ele. O nome de sua esposa é Yoshimi, e tem dois filhos, sendo que só o nome de um é conhecido, Sasuke. Ele possui ou possuiu muitos animais de estimação, que gosta de colocar em suas obras, como cachorros, gatos e pássaros. Na foto abaixo, na esquerda, Akira está com seu filho Sasuke (1987) e na da direita está com seu cão Turbo (1983):


Assim como muitos outros mangakás, Akira Toriyama quase nunca mostra o rosto (acho isso realmente estranho, é difícil achar fotos de mangakás). De vez em quando coloca a si mesmo nos mangás, como um homem pequenino usando máscara de gás.



E então, o que vocês acham do grande "gênio inspirador" Akira Toriyama?

Até a próxima postagem!

Os Mangakás: Kazuki Takahashi

Por Phos em domingo, 23 de setembro de 2012
Agora eu vou escrever a biografia de Kazuki Takahashi. Se você não o conhece, vou citar uma de suas obras... Yu-Gi-Oh!

Ele nasceu no dia 4 de Outubro de 1961 em Tóquio. Desde pequeno ele sempre gostou de desenhar. Apresentando trabalhos, ele conseguiu um emprego como mangaká na Shonen Jump. Em 1982, começou a desenhar profissionalmente o mangá "Tokyo no Tsume", que foi lançado em 1990.
Logo depois ele lançou "Tennenshokudanji Buray", que durou de 1991 até 1992. Mas só em 1996, Takahashi fez sucesso mesmo. Ele começou a trabalhar com o jogo de cards "Magic and Wizards", que posteriormente mudou de nome para "Duel Monsters".
Esta série de cartas fez tanto sucesso que a editora recebeu várias cartas de fãs pedindo para darem mais informações sobre o jogo. Então Takahashi deu início a um mangá chamado "Yu-Gi-Oh!", no mesmo ano (1996), contando mais sobre as cartas dentro de um história.
O mangá tornou-se um sucesso no Japão, e logo alcançou o mundo. Tanto que no ano 2000 ganhou uma adaptação em anime, que fez mais sucesso ainda, encaixando Kazuki Takahashi no hall da fama dos mangakás!
Ele afirma que nas horas vagas gosta mesmo é de jogar. Ele adora RPG de papel, shogi (xadrez japonês), mahjong e muitos card games.
Uma curiosidade: é ele mesmo que cria e desenha algumas cartas, como os Heróis Elementares, entre muitos outros. Uma prova disso, que talvez muitas pessoas não tenham percebido, é a assinatura dele abaixo da carta.
Kazuki Takahashi




"Yu-Gi-Oh!", o maior sucesso de Takahashi.


Já viu? A assinatura do Kazuki Takahashi está ali embaixo na carta. (clique para ampliar)

Até a próxima postagem!

Os Mangakás: Hiro Mashima

Por Phos em sábado, 18 de agosto de 2012
Vamos ver agora a biografia de Hiro Mashima, mais conhecido por sua obra Fairy Tail.

Hiro Mashima nasceu em Nagano (Japão), em 3 de maio de 1977. Passou sua infância inteira na cidade natal. Como não tinha dinheiro para comprar as edições, seu avô costumava pegar mangás que eram descartados pelas lojas (edições ultrapassadas que não foram vendidas) para que Hiro lesse. E foi assim que ele se apaixonou pelo mundo dos mangás. Então ele desejou ser um mangaká. E advinha quem era sua inspiração? Assim como os grandes Masashi Kishimoto, Eiichiro Oda e Tite Kubo, Hiro Mashima era fã de Akira Toriyama, o lendário deus dos mangás e criador de Dragon Ball.
Ele conseguiu entrar em uma escola de desenho, mas não gostava de como ensinavam e porque todos os desenhos saiam iguais para os alunos. Então ele saiu da escola de desenho e começou a desenvolveu seu estilo próprio. Em 1998, com 21 anos, ele enviou a editora Weekly Shonen Jump 60 páginas de um mangá que ele havia feito. A editora gostou e ele foi publicado no ano seguinte, 1999. O mangá se chamava Rave Master e foi bem aceito pelos fãs, chegando a virar um anime.
Em 2002 lançou Plue's Dog Diares, que durou até 2007. Em 2003 lançou o one-shot Mashima-en. Outros de seus mangãs são Monster Soul, Monster Hunter Orage e Cocona.
Após mais algumas publicações (que não tiveram tanto sucesso) ele criou Fairy Tail, que foi muito bem apreciado e é considerado um dos melhores mangás atuais.
Hiro estaria atualmente trabalhando em um novo mangá, que seria lançado após o término de Fairy Tail, e irá se chamar Haku.


Hiro Mashima com um exemplar de Fairy Tail


"Rave Master", o primeiro mangá de Hiro Mashima (1999-2005)

Monster Hunter Orage (2008-2009)

Cocona (2003)

Monster Soul (2006-2007)

"Fairy Tail", seu maior sucesso (2006-atualmente)

Esse é mais um gênio dos mangás!
Até a próxima postagem!

Os Mangakás: Hiromu Arakawa

Por Phos em quinta-feira, 21 de junho de 2012
A maioria dos mangakás que fazem sucesso no mundo todo são homens. Talvez porque os maiores sucessos mundiais sejam animes shounen, que é mais "ação e combates", ou seja, uma coisa mais masculina. Mas uma mulher mangaká tem se tornado muito famosa no mundo graças a uma obra shounen. Esta mulher é  Hiromu Arakawa.
Vamos ver agora a biografia de Hiromu Arakawa:



Ela nasceu na Província de Hokkaido, no Japão, no dia 8 de maio de 1973. Passou toda a sua infância e metade da adolescência em uma fazenda de leite de seus pais, junto com suas cinco irmãs.
Depois de trabalhar na fazenda, ela gostava de descansar enquanto lia mangás. Quando ficou mais velha mudou-se para Tóquio, onde começou a escrever doujinshi com suas amigas. Então ela passou a enviar tirinhas curtas de mangá para a revista Gamest, sendo todas publicadas com a revista. Então ela foi aceita como assistente de Eto Hiroyuki, no mangá Mahojin Guru Guru.
Seu primeiro mangá próprio foi um chamado Stray Dog, que inclusive ganhou um prêmio. Logo após esse lançou Totsugeki Tonari no Enikkusu (2000), e em seguida Shanghai Youma Kikai (2000).
Em 2001 ela começou um mangá, que lhe traria conhecimento em todo mundo: Fullmetal Alchemist. A história dos irmãos alquimistas Ed e Al no começo foi um fracasso, mas graças a sua história curta, porém divertida e interessante, era escolha principal dos japoneses que buscavam um mangá mais rápido. Fullmetal Alchemist ganhou dois prêmios, virou duas séries de anime famosas e se estendeu com outros produtos.
Enquanto ainda trabalhava em Fullmetal Alchemist, que só foi acabar em 2010, Arakawa ainda fez vários outros trabalhos, como: Raiden 18 (2005), Souten no Komori (2006), Juushin Enbu (2006 até 2010). Atualmente possui um mangá em publicação, chamado Silver Poon.

Novamente, como a maioria dos mangás, Arakawa não gosta de aparecer em fotos, sendo raras as suas imagens. Sempre que ela vai se mostrar nos mangás ou em qualquer outro lugar, ela desenha uma vaquinha de óculos, que tornou-se seu símbolo. Ela teve a ideia da vaquinha por causa das vacas que cuidava na fazenda de leite.


Uma das poucas fotos de Hiromu Arakawa; e a sua representação de vaquinha.
O primeiro mangá próprio de Hiromu Arakawa, Stray Dog.

"Shangai Youma Kikai" (só eu que achei o personagem principal, no meio, parecido com o Jean Havoc de Fullmetal Alchemist? Também vi parecido o Selim Bradley e a Mei Chang!)

Fullmetal Alchemist, talvez o mangá de maior sucesso da mangaká


Desde que comecei a ler Fullmetal Alchemist eu virei fã de Hiromu Arakawa, e seu estilo de desenho diferente, mais realista e detalhado. Terminei o mangá e gostei demais, vai deixar saudades, foi um dos melhores de todos que já li.


Até a próxima postagem!

Os Mangakás: Eiichiro Oda

Por Phos em terça-feira, 12 de junho de 2012
Um dos maiores mangakás atuais é, sem dúvida, Eiichiro Oda. Vamos ver agora a biografia deste grande gênio!

Eiichiro Oda nasceu em 1 de janeiro de 1975 numa cidade chamada Kumamoto, na província de mesmo nome, Kumamoto. Desde criança ele era apaixonado por histórias de vikings e sonhava em um dia escrever e desenhar um mangá sobre esse tema.
Quando ainda era jovem enviou um desenho de um personagem que criara, o Pandaman, a um mangá chamado Kinnukuman. O personagem foi usado em um capítulo do mangá.
Então ele sabia que poderia ser um mangaká. Criou um mangá chamado Wanted! e enviou para ser publicado. Esse mangá lhe rendeu vários prêmios, inclusive um que leva o nome do lendário Osamu Tezuka. 
Em 1994, por causa dos prêmios que ganhou, ele foi chamado pela Weekly Shonen Jump para ser assistente do mangaká Shinobu Kaitani, no trabalho Midoriyama Police Gang. Enquanto trabalhava como assistente para vários mangakás, ele passou a se interessar por piratas. Então começou a escrever pequenas histórias de piratas, chamadas Romance Dawn.
E, em 1997, Oda apareceu com seu novo trabalho, baseado na Romance Dawn que escrevia: e este novo mangá se chamava One Piece. Quando One Piece foi lançado pela Shonen Jump o mangá virou febre no Japão e viria a se tornar o mangá mais vendido de todos.
Oda inspirou-se em piratas de verdade para fazer alguns de seus personagens. E, além de piratas, se inspirou em seus ídolos. O nome Marshall (de Marshall D. Teach) é o nome verdadeiro do rapper americano Eminem. Podemos ver também homenagem nos desenhos, como o personagem Jango que é quase igual ao Michael Jackson. Seu antigo personagem, Pandaman, também passou a ser coadjuvante, aparecendo por trás das cenas em One Piece.
Além de Eminem e Michael Jackson, Oda também é fã de Avril Lavigne, tanto que foi ela a cantar a música tema de One Piece Film Z.
Ele disse em entrevistas que seu vilão preferido de One Piece é "Buggy, o Palhaço" e que sua inspiração nos mangás vem de Akira Toriyama (criador de Dragon Ball). Inclusive ele já trabalhou em parceria com Toriyama na crianção de um one-shote chamado Cross Epoch em que personagens de One Piece e Dragon Ball aparecem juntos.
Oda é casado com Chiaki Inaba, que ajuda em seus trabalhos e já fez cosplay da personagem Nami em festas da Shonen Jump.


                                                    Capa do volume 1 de One Piece da Panini.

             Capa de Midoriyama Police Gang, mangá que teve a ajuda de Oda na produção


Até a próxima postagem!