Esse Crocodilo vai morrer em 100 dias e yonkomas

Por Phos em terça-feira, 14 de abril de 2020
Essa postagem é um pouco diferente do que costumo fazer aqui no blog de uns tempos para cá. Faz bastante tempo que eu trouxe uma recomendação pela última vez, né?
Hoje quero falar sobre um quadrinho curto que me chamou muita atenção só pelo título: Esse Crocodilo vai morrer em 100 dias, ou no original, 100 Nichi Go ni Shinu Wani.


O mangaká Yuuki Kikuchi foi publicando cada novo capítulo em seu Instagram começando em 14 de dezembro de 2019 e com o último capítulo lançado em 20 de março de 2020. Ele conta a história de um crocodilo que não sabe que morrerá dentro de 100 dias, onde cada capítulo é um dia a mais (ou a menos?).
Esse crocodilo é um sujeito bondoso, que ajuda os outros, dá conselhos, joga o lixo no lixo... porém a sua vida parece infeliz. Ele tem um trabalho comum, os amigos costumam deixá-lo de lado para fazer suas próprias coisas e possui muitos sonhos, entre eles o de se tornar um jogador profissional. No meio disso ele fica hesitante e pensativo sobre chamar para sair uma crocodilo fêmea que ele gosta bastante.
Vê-lo cultivar todos esses sonhos enquanto sabemos o destino dele é uma sensação bem angustiante. É muito triste ver suas ambições e pensar que aquilo nunca irá se resolver, que ele talvez nunca irá ficar feliz. Acredito que gerar essa angústia seja o objetivo, apesar de em vários momentos a história ter pontos engraçados. Mesmo assim, em todo final de capítulo somos relembrados da contagem regressiva de dias que o crocodilo tem.

Fiquei curioso com o formato da história e descobri que se trata de um yonkoma (que também pode ser escrita como 4-koma), que é basicamente um mangá com história contada apenas em quatro quadros. Me lembrou bastante aquelas histórias curtas contadas no final de toda revista da Turma da Mônica, porém estas eram com três quadros.
Enfim, no layout de um yonkoma é obrigatório ter quatro quadros de mesmo tamanho em uma única página. Como eles estarão dispostos depende da vontade do autor, embora o mais comum seja um quadro em cima do outro, formando quatro linhas.

Estive pensando em como esse formato é muito prático para quem quer começar a publicar um mangá, mas acha muito trabalhoso fazer vários quadrinhos no formato tradicional com 15 a 20 páginas por capítulo semanal ou umas 100 páginas nos capítulos mensais. Com isso é possível fazer quatro quadros simples e já publicar o primeiro capítulo!

Então, essa postagem acabou ficando como uma dica de duas coisas,  o Esse Crocodilo vai morrer em 100 dias e também (para quem não conhecia) essa modalidade de quadrinhos, para quem quer começar a ler ou até mesmo escrever yonkomas!

Até a próxima postagem!

10 motivos que provam que Jack Kirby era o Rei dos Quadrinhos

Por Phos em segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Existem muitos quadrinistas fantásticos durante décadas de produção da chamada Nona Arte, mas um deles merece ser reconhecido como o Rei dos Quadrinhos: Jack Kirby.

Nesse dia 28 de agosto de 2017 faz 100 anos do nascimento de Kirby, por isso achei pertinente fazer essa postagem, uma forma de homenagear esse verdadeiro herói para os fãs de quadrinhos!

Ele nasceu em 28 de agosto de 1917, em Nova York (palco de muitas de suas histórias). Ah, seu nome verdadeiro é Jacob Kurtzerg! E esses são 10 motivos pelos quais podemos chamar Jack Kirby de O Rei dos Quadrinhos!

1. É um dos pioneiros nos quadrinhos como conhecemos hoje
Jack Kirby começou a trabalhar com quadrinhos e animações no começo dos anos 30. Nessa época estava começando a Era de Ouro dos Quadrinhos e Kirby teve participação essencial nela. Fez uma parceria com o amigo Joe Simon e os dois começaram uma longa carreira de sucesso trabalhando para a Timely Comics (guarde esse nome). Na época faziam histórias de aventuras em revistinhas pulp, mas foi no promissor ramo de super-heróis que veio a maior criação da dupla: o Capitão América, em 1941. Não demorou para que seu nome se destacasse no meio. Pouco tempo depois a venda Era de Ouro acabaria e a venda de quadrinhos caiu bastante, mas Kirby continuou ativo, agora na DC Comics.

Joe Simon e Jack Kirby

2. Era um criador muito versátil
Ainda no meio dessa crise Kirby voltou para a Timely Comics (que havia evoluído para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics), onde começou a trabalhar em diversos estilos diferentes. Seus principais projetos envolviam adaptações de histórias clássicas de terror (como Frankenstein). Ele desenhava também muitas histórias sobre alienígenas, monstros e tudo que envolvesse ficção científica. Essa é uma prova de sua versatilidade, aderindo-se a todo tipo de estilo e ainda assim fazendo criações significativas neles.


3. Mudou completamente o jeito de fazer quadrinhos
A pedido de Martin Goodman (diretor da Marvel) e Stan Lee (o editor), Kirby foi convencido a voltar para o ramo dos super-heróis. Ele e Lee criaram uma nova forma mais rápida de fazer quadrinhos, o que ficou conhecido como método Marvel. Lee, como roteirista e argumentista, enviava um resumo de poucas páginas do que seria a história ao desenhista, Kirby, que a partir disso fazia todos os desenhos nos quadrinhos e então os enviava para que Lee finalizasse, escrevendo os diálogos nos balões. Esse método ainda é utilizado, não por todos, mas por boa parte dos quadrinistas.

Stan Lee e Jack Kirby

4. Não era só um desenhista 
Kirby destacou-se trabalhando na arte dos quadrinhos, como desenhista e colorista. Entretanto quando dizemos isso pode parecer que ele apenas desenhava as coisas que os roteiristas criavam, e isso não é verdade. Veremos depois sobre as criações exclusivas dele (item ), mas já na Marvel ele tinha esse poder. O melhor exemplo encontra-se numa história que envolvia o Galactus: usando o método Marvel, Lee enviou um roteiro para Kirby e quando recebeu os desenhos notou um personagem que não estava nos planos. Kirby disse que Galactus, sendo tão poderoso, precisava de um arauto. Sim, esse personagem que Kirby criou e inseriu sozinho foi o Surfista Prateado!


5. É o cocriador das três maiores equipes da Marvel
Além desse monte de heróis que citei nos outros itens, Kirby colaborou na criação das três maiores equipes da Marvel Comics. A começar pelo Quarteto Fantástico,em 1961, como a primeira equipe heroica da Marvel. Depois vieram os Vingadores em 1963 com a ideia de unir heróis que já existiam. Isso aconteceu principalmente por causa da queda de vendas que eles tinham em suas revistas individuais, então juntá-los foi uma solução genial para ressuscitar as vendas. No mesmo mês e ano outra grande equipe surgiu nas mãos da dupla Lee-Kirby: os X-Men.


6. Fez grandes criações também na DC
Conta-se que Kirby recebeu muito mais créditos enquanto trabalhava na DC Comics e que a Marvel costumava deixá-lo de lado. Há até quem diga que Stan Lee tomava os créditos do parceiro (principalmente por sua posição alta na Marvel) e por isso o conhecemos como grande ícone dos quadrinhos ao invés de Kirby. O que é certeza é que a DC trouxe muitos projetos de Kirby à vida. Na sua volta à editora após o tempo na Marvel, ele desenvolveu novas e diferentes histórias, como a do famoso demônio Etrigan e do menino bruxo Klarion. Ele também criou Kamandi, um personagem que vive em um futuro pós-apocalíptico dominado por animais inteligentes.


7. Ele criou mundos inteiros
Enquanto trabalhava na DC, Kirby criou o Quarto Mundo e seus habitantes, os Novos Deuses. Foi um universo completamente novo, cheio de personagens bem poderosos que seriam utilizados mais tarde. Caso você não esteja se lembrando, entre as criações de Kirby para o Quarto Mundo estão o herói de Nova Gênese, o Senhor Milagre, e aquele que viria a ser uma das maiores ameaças do universo DC, o Darkseid! Sim, são criações do Kirby! Para dar uma olhada nos habitantes do Quarto mundo, clique aqui e aqui.



8. Era dono de uma arte inconfundível
É muito fácil perceber quais artes foram feitas por Jack Kirby. Seu estilo de desenho é inconfundível e definiu o visual de muitos super-heróis da Era de Ouro, como você pode perceber nas imagens dessa postagem. O próprio dava aulas dentro da Marvel, ensinando os novos artistas da editora a desenhar com seu estilo. Isso ajudou muitos desenhistas a criarem sua carreira mais tarde. Sua arte é bem colorida, às vezes psicodélica, cheia de detalhes e traços bem leves. Kirby também inovou em algo que poucas pessoas percebem: as poses dos personagens! E também na inserção personalizada de onomatopeias.



9. Sua influência ia além dos quadrinhos
Obviamente Kirby foi uma das maiores influências para quem fez quadrinhos depois dele e isso se estende até hoje, porém não ficou restrito a isso. O seu legado se expandiu a muito mais. Aquela sua capa onde o Capitão América dá um soco em Hitler correu o mundo na época da Segunda Guerra Mundial numa época onde propaganda era crucial no combate. Nos anos 80 houve um prêmio chamado Kirby Award para consagrar grandes histórias e quadrinistas, ele já virou tema de músicas, foi homenageado em obras posteriores aparecendo em animações e até outras HQs. Alguns artistas de outras áreas (música, cinema, teatro, etc), como James Cameron (de Avatar, Exterminador do Futuro e outros) e George Lucas (criador de Star Wars) afirmaram ter se inspirado no herói. O próprio Star Wars tem alguns elementos de Kirby na trama.
Nessa HQ o Quarteto Fantástico atravessa a fronteira do universo e encontra o One-Above-All, o ser supremo da Marvel. Ele aparece na forma de Jack Kirby e era capaz de mudar a realidade simplesmente desenhando o que queria. Uma bela homenagem ao mestre.

10. O mundo dos quadrinhos que conhecemos deve MUITO à Kirby
Deixei esse item para o final para vocês terem noção do alcance de suas criações. Vou listar as maiores e quero que você tente imaginar o que seria dos filmes, desenhos e demais produtos de hoje em dia sem eles. Vamos lá. Kirby criou ou ajudou a criar: Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Pantera Negra, Homem-Formiga, Vespa, Galactus, Surfista Prateado, todo o Quarteto Fantástico, os X-Men clássicos (Xavier, Ciclope, Jean Grey, Fera, etc.), os Inumanos, os deuses asgardianos, a maioria dos vilões desses personagens anteriores (Magneto, Doutor Destino, Loki, etc) as raças kree e skrull, os novos deuses de Nova Gênese (Senhor Milagre, Órion, etc.) e de Apokolips (Darkseid, Lobo da Estepe, Vovó Bondade, etc), Etrigan, os Celestiais e muito, MUITO MAIS!


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Kirby morreu em 6 de fevereiro de 2016.

Por muitos anos na Marvel Kirby não recebeu pelo que criou, na questão de dinheiro e tampouco nos créditos. Mesmo assim ele continuou sua carreira. E mesmo depois de sair da editora, até alguns dias antes de sua morte ele continuou a criar quadrinhos.
Até alguns anos atrás a sua família brigou na justiça para conseguir os direitos sobre os personagens que Kirby criou (lembre-se da lista), já que a Marvel Studios acabou ficando com quase tudo e agora nada em dinheiro graças aos filmes. Os dois lados chegaram a um acordo, mas o resultado ficou em segredo, embora acredita-se que a Marvel tenha pago um tipo de compensação à família de Kirby, enquanto permaneceu com os direitos pra si.
 
Já que a indústria e até mesmo a mídia não prestou o devido respeito a esse herói, é nosso dever agradecer e homenageá-lo!


Deu pra entender o quão importante e incrível Jack Kirby foi? Todos saúdem o Rei dos Quadrinhos!

Até a próxima postagem!

Vingadores 1000000 a.C.: Conheça os Vingadores da Pré-História

Por Phos em sexta-feira, 28 de julho de 2017
Uma das novas promessas da Marvel Comics é o título Marvel Legacy.

Em uma de suas edições será mostrada a história dos Vingadores 1 milhão de anos antes de Cristo, na Pré-história! O objetivo é mostrar como essa noção de heróis unidos para defender a Terra existe desde sempre.

Recentemente foram divulgadas as capas apresentando os Vingadores Pré-históricos, com arte do brasileiro Mike Deodato Jr.. Confira:

Esse é o Odin, sim o mesmo Pai de Todos que já conhecemos, e veja como ele está usando um martelo ao invés da Gungnir, sua lança. Seria esse martelo o Mjolnir, o martelo do Thor?


Aparentemente a sociedade em Wakanda já existia nesse tempo, inclusive com o culto ao Pantera Negra, porque uma versão do herói também está na equipe:


Agamotto, a entidade mística que é a principal fonte de poder mágico do Mago Supremo da Terra, está pessoalmente na equipe, com uma capa que lembra a do Doutor Estranho, indicando que o Manto de Levitação também já passou por tempos difíceis, tá bem acabado o coitado...


O Punho de Ferro, como já sabemos, é um título passado entre gerações de guerreiros defensores da cidade mística de K'un-Lun. Aqui temos quem pode ser a primeira a usar esse título:


Adicionando muito mais poder ao time, há ainda uma hospedeira da entidade Fênix!


Estigma a versão pré-histórica do Hulk. A sua descrição diz que ele recebe poderes quase ilimitados graças à marca da estrela (que seria a tradução literal de seu nome em inglês, Starbrand) em seu peito.


Guardei o mais badass pro final. Obviamente o Motoqueiro Fantasma dessa geração não poderia usar uma moto, sequer uma bicicleta, então deram para ele nada menos que um mamute! A tradução vai ter um problema, já que em inglês a palavra usada no seu nome é Rider, que pode significar montar ou pilotar qualquer coisa. Talvez ainda continuem usando "Motoqueiro", mas seria bem estranho.


Eu achei a ideia interessante e as artes muito bonitas, vamos ver no que dá! O que acharam?

Até a próxima postagem!

Infográfico: Conheça as Tropas dos Lanternas!

Por Phos em domingo, 5 de março de 2017
Fiz um infográfico mostrando as principais informações sobre as Tropas dos Lanternas.
O Blogger redimensiona a imagem e a deixa menor, por isso ela ficou assim:


Mas eu fiz upload dela no Imgur com melhor resolução, e você pode conferir nesse link: http://imgur.com/1opF6Nx

Até a próxima postagem!

A importância da diversidade e da representatividade nos quadrinhos

Por Phos em sábado, 24 de setembro de 2016


[LEIA PELO MENOS A INTRODUÇÃO ANTES DE TIRAR CONCLUSÕES!]
Essa é a primeira vez que uso esse blog pra falar de um assunto sério. E podem ter certeza que não será a última!

Antes de tudo, faça uma reflexão comigo. Eu não sou apoiador do feminismo, do movimento negro, movimento LGBT, assim como também não sou contra. Você pode apoiar um desses movimentos (ou outros não citados), assim como odiá-los ferrenhamente, mas nenhum desses dois posicionamentos justifica a falta de respeito com outro ser humano. Portanto, esse texto não é apoio a qualquer movimento de minoria, e eu digo isso porque sei que se o post se tratasse de algo assim as pessoas mais conservadoras logo iriam fechá-lo pensando se tratar de mais um, como eles dizem, "mimimi". Esse texto se trata de um assunto que não deveria ser defendido por um lado ou por outro, deveria ser algo que todo mundo deveria se conscientizar, independente de posicionamento, então, seja lá qual lado você apoie, apenas leia e deixe seu respeito e seu amor se sobreporem à sua ideologia.

Leu até aqui e está pensando em desistir de continuar porque teme que vou escrever "um monte de besteira"? Repense suas ideias então. Vamos começar.

Quadrinhos são um meio simples de comunicação, têm balões de fala simples, textos curtos, muitas figuras que causam um bom impacto visual, e assim são perfeitos para qualquer idade e para apresentar qualquer ideia. Quem não gosta de uma boa história em quadrinhos? Não precisa ser uma coleção da DC Comics, pode ser até aquela tirinha de três quadros na última página do jornal.
Eu vejo os quadrinhos como uma das mais poderosas mídias desde sua criação, e hoje vemos seu poder maior do que nunca. Lá no contexto da Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, quadrinhos eram usados para incentivar soldados, inspirar as mulheres que ficaram longe dos maridos combatentes, e encantar as crianças com histórias sobre seus heróis patriotas. E atualmente temos quadrinhos vendendo mais do que grandes sagas de livros e inspirando filmes que faturam bilhões nos cinemas mundiais.
Conhecendo o poder das HQs podemos ver esse meio como uma ótima forma de conscientizar as pessoas sobre coisas importantes que muitas vezes nem vemos em outras mídias.

Vamos à algumas definições.
Diversidade pode ser definida como as muitas formas de valores, pensamentos, características físicas e muito mais que podem ser encontradas dentro de um conjunto (um grupo de amigos, uma escola, uma cidade, um país, etc.). O mundo é diversificado, assim como cada país também encontra suas pequenas diferenças. E isso é bom, afinal deve ser horrível viver entre "clones" seus, por mais legal que você seja. Quando falamos do Brasil a questão de diversidade se torna bem maior, pois nosso país recebeu pessoas de todos os cantos do mundo e houve uma miscigenação por décadas. O brasileiro praticamente não possui um conjunto de características que o definem, como cor dos olhos ou do cabelo. Somos uma bela mistura de características do mundo inteiro e por isso devemos respeitar ainda mais a diversidade. Oras, somos diferentes uns dos outros, entretanto devemos respeitar a todos igualmente, combater a discriminação, o preconceito. Isso é respeitar a diversidade!
A representatividade é uma das formas de respeitar a diversidade. Significa, nesse contexto, que todos os tipos de identidades podem ter o seu espaço e oportunidade de se sentirem representados dentro de alguma obra. É você poder ler, assistir, ou seja lá o que for, algo e se identificar ainda mais com algum personagem porque ele compartilha características em comum com você e assim sentir-se bem por ser quem você é, por saber que existe alguém igual a você que está realizando coisas incríveis pois ter aquelas características não o impedem de ser bem sucedido.

A diversidade e a representatividade são muito importantes em qualquer obra. Muito mesmo e às vezes não percebemos isso.
Vou começar esse trecho com uma história curta muito divulgada em sites e blogs que comentam esses assuntos. Conta-se que, certa vez, a atriz Whoopi Goldberg ficou muito surpresa ao assistir pela primeira vez a série Star Trek e ver a Tenente Uhura (interpretada por Nichelle Nichols). A atriz teria corrido para contar à sua mãe: "Acabei de ver uma mulher negra na TV, e ela não era uma empregada!"
É difícil descrever o quão importante Uhura foi. Posso colocá-la aqui como um símbolo da importância da representatividade. Uma mulher negra como Tenente e uma das protagonistas na série de maior sucesso dos Estados Unidos em plenos anos 60 era motivo de orgulho para a juventude negra, que via na personagem uma inspiração. Anos depois a própria NASA chamou Nicholls para incentivar jovens negros à seguirem a carreira de astronautas ou trabalharem em programas espaciais. É indiscutível que sua influência foi fundamental para mostrar às pessoas que lutavam pelos direitos civis dos negros na época o sentimento do "é possível para mim".

Imagine-se assistindo sua série favorita e não ter nenhum personagem parecido com você. Imagine-se tendo que transformar o próprio corpo, alisando o cabelo, usando lentes ou coisa do tipo, para se parecer com o personagem que você gosta (não estou falando de personagens que exigem maquiagem, obviamente, como os klingons). Seria bem difícil, né?

Estudando para fazer esse texto eu me preocupei mais em ler comentários à ler o conteúdo dos blogs que visitei, para assim ter mais acesso à pluralidade de ideias. Em muitos comentários as pessoas diziam que em sua infância nunca tiveram problemas em brincar de "ser" um personagem fictício que fosse diferente deles, desde que não fosse uma diferença de gênero. Ok, isso é ótimo, eu até me incluo nesse grupo de pessoas. A questão aqui é que não são todas as pessoas que pensam como você, tente imaginar que há pessoas que não conseguem brincar de ser um personagem com etnia diferente, às vezes até porque os amigos não aceitam: "Ah, você não pode ser o Goku porque ele é branco e você é negro" ou coisas do tipo.

Ah, e colocar representatividade na obra não significa enfiar um personagem em qualquer canto do trabalho e pronto. O faxineiro, o motorista do carro, o personagem sem falas que só serve para apanhar. Isso não é representatividade, afinal não existe igualdade na representação. Usar o personagem abusando se seus estereótipos de forma ruim também é uma péssima ideia.

Caramba, escrevi bastante até aqui. Então vamos logo falar dos quadrinhos.

Muita gente critica a inserção da diversidade em HQs como resultado de um fenômeno atual. Se você pensa isso saiba que está bem errado e para mostrar isso vou lhes apresentar os X-Men.
A equipe de mutantes foi criada em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby e trazia as aventuras de um grupo de heróis com poderes especiais que, ao mesmo tempo em que combatiam supervilões, precisavam enfrentar o preconceito por serem diferentes dos humanos. 
A questão do preconceito sempre foi abordada nas histórias dos X-Men, usando algumas metáforas. Nos anos 60 os Estados Unidos, mergulhados numa cultura racista e de segregação escancarada, encararam uma onda de protestos dos negros em busca de seus direitos civis. O movimento tinha vários grupos que buscavam a mesma coisa, porém por caminhos diferentes, e aqui temos um paralelo interessante com os X-Men.
Os mutantes (representando os negros) eram uma minoria em meio à uma classe dominante que impunha suas regras sem consultá-los, os humanos (que representavam os brancos). Em busca de direitos iguais surgem movimentos diferentes. 
O Professor Xavier luta de forma pacífica e não-violenta por um mundo onde mutantes e humanos possam conviver em conjunto, interagindo uns com os outros sem que suas diferenças possam gerar preconceito ou discriminação. Ele faz um paralelo com Martin Luther King, pastor protestante e ativista dos direitos civis que espalhava suas ideias com discursos públicos e marchas, e que queria exatamente um mundo onde brancos e negros conviveriam respeitando suas diferenças. Ele ainda combateu a violência e as guerras e por tudo isso foi ganhador do Nobel da Paz.
Magneto acreditava na superioridade dos mutantes, algo como uma evolução da espécie humana (portanto esta seria ultrapassada). Para ele os dois grupos não conseguiriam conviver em paz e se fosse necessário todos os humanos deveriam ser erradicados. Magneto representa o ativista Malcolm X, que defendia o chamado nacionalismo negro. Malcolm X acreditava na superioridade dos negros, por isso eles não deveriam conviver com os brancos e sequer adotar nomes americanos (pois isso seria uma forma de relembrar a escravidão), além de defender a violência como meio necessário para obter seus resultados desejados.

Os X-Men também foram responsáveis por trazer muita diversidade aos quadrinhos.
Ainda na questão étnica, na equipe havia a Tempestade, uma destruidora de paradigmas. Mulher, negra, nascida na realeza do Quênia e com poderes de uma deusa.
A Moon Girl é uma de minhas personagens favoritas por possuir muitas coisas em comum comigo, como o amor pela ciência (e, céus, como eu queria ter um dinossauro de estimação também!). Ela chegou para mudar muitas coisas, afinal é uma pré-adolescente negra que traz em suas histórias as dificuldades da convivência na escola enquanto precisa encarar inimigos de outras dimensões. Recentemente ela se tornou a personagem mais inteligente do Universo Marvel, ocupando o lugar que por décadas foi do Quarteto Fantástico. Gosto da genialidade da personagem, mas o motivo disso ter acontecido me desagradou. Faz parte de um plano da Marvel de manchar a imagem de personagens aos quais ela não possui direitos de adaptar nos cinemas, como os X-Men e o Quarteto Fantástico (equipe que inclusive foi completamente desfeita e não existe mais nas HQs). Mas isso não tira os méritos da Moon Girl.
Personagens de outras nacionalidades foram inseridos ao grupo com o passar do tempo: Logan, o Wolverine, é canadense; o Mancha Solar é brasileiro; o Solaris é japonês; e tocou ainda em algumas questões delicadas para americanos, como a inserção de personagens nativo-americanos (que foram brutalmente dizimados na construção do país), como Forge e Miragem, que são índios Cheyenne. Em pleno cenário de Guerra Fria, um personagem soviético, Colossus, integra a equipe também.
 
Futuramente a Marvel traria mais personagens representando outras etnias. O atual Hulk dos quadrinhos é o coreano Amadeus Cho, uma das pessoas mais inteligentes do mundo.


Outra coisa que os X-Men abordaram melhor que qualquer um foi a questão das aparências. Algumas mutações acabam por gerar diferenças notáveis na aparência, como foi o caso do Noturno e do Fera. Noturno passou a vida toda tentando esconder sua pele azul e seu rabo. Ele foi caçado e tratado como um demônio, até encontrar aceitação dentro dos X-Men. Ainda assim ele procurou formas de disfaçar sua aparência, usando equipamentos de hologramas e coisas do tipo, até que enfim aprendeu a respeitar-se do jeito que ele era, viver da forma que ele gostava, sem obedecer às imposições das pessoas a sua volta. E o mesmo aconteceu com o Fera, que pesquisou por anos atrás de uma cura para sua mutação, até aceitá-la e se tornar um ativista para que mais pessoas seguissem seu exemplo.


Outro bom exemplo são os morlocks, mutantes com aparência malvista e que os obrigavam a viver em reclusão, morando nos esgotos. Histórias onde eles aparecem possuem um pano de fundo bem forte sobre discriminação e segregação.

A DC lidou com isso usando metáforas também, puxando um pouco mais para o contexto universal. Trouxe personagens alienígenas, como o Superman e o Caçador de Marte, tentando se encaixar numa sociedade onde são completamente diferentes da maioria e onde muitas vezes precisam esconder quem são de verdade para serem aceitos.

Mostrar isso nos quadrinhos faz com que os fãs notem os resultados que o preconceito pode causar nas vítimas e quem sabe os faça pensar duas vezes antes de julgar alguém pela sua aparência.

Na diversidade religiosa os X-Men também deram passos significativos. O passado triste de Magneto como uma criança judia separada dos pais nos campos de concentração nazistas chocou muitos leitores na época. Pouca gente sabe, mas personagens como a Lince Negra, o Coisa do Quarteto Fantástico, a Arlequina e muitos outros também são judeus.
Dentro das denominações cristãs há católicos, como o Noturno e o Demolidor, protestantes, como Jean Grey, batistas, como a Vampira, e muitos outros.
O número de ateus vem crescendo pelo mundo e eles também têm seus representantes. Batman, Senhor Incrível, Senhor Fantástico, Homem Aranha e Homem de Ferro são alguns exemplos. Ah, tem agnósticos também, como o Fera.
Personagens muçulmanos ganharam destaque recentemente, como a Pó, dos X-men, que ajuda seus amigos e combate supervilões usando uma burca, sem que isso a impeça de ser poderosa.
Temos ainda a segunda Miss Marvel, Kamala Khan, que é paquistanesa e traz em suas histórias muito da sua cultura, aspectos de sua vida como uma mulher muçulmana tentando conciliar sua crença e seus rituais religiosos com a vida de uma adolescente, com escola, festas, horário de dormir, etc, além é claro dos poderes recém-recebidos. São ótimas histórias para ler, rapidamente Kamala se tornou uma de minhas personagens favoritas.

E por falar na Miss Marvel, ela é parte da nova fase da Marvel, chamada All-New, All Diferent, que trouxe muitos personagens reformulados e alguns novos. Wolverine e Thor, por exemplo, passaram seus mantos e agora esses heróis são mulheres. Esse é outro ponto que eu queria abordar, a presença de mulheres poderosas em situação de destaque nas HQs.

No princípio as personagens mulheres apareciam apenas como uma versão feminina de heróis consagrados, como aconteceu com a She-Hulk e a Capitã Marvel. Mas com o passar do tempo elas ganharam tanto destaque que hoje figuram grande parte dos títulos das editoras. Há, inclusive, a A-Force, uma equipe composta somente por heroínas!


O melhor exemplo que posso dar, é claro, é a Mulher Maravilha, que veio mostrando o poder feminino nos quadrinhos desde a sua criação. Ela passou por períodos difíceis nas mãos de alguns editores, mas felizmente voltou a ser o ícone que merece ser. Alguns aspectos bem no-sense de sua história foram removidos, como o fato de que ela perdia seus poderes se fosse segurada por um homem (sério, WTF?!)


Com o público feminino ocupando cada vez mais espaço entre leitores de HQs, aposto que essa mudança para o bem não vai parar. E não deve parar mesmo.

Posso fazer uma imensa lista de grandes heroínas dos quadrinhos, porém vou citar algumas para não deixar esse post maior do que já está. Pela Marvel temos Jean Grey, Tempestade, Emma Frost, Mística, Capitã Marvel, She-Hulk, a Wolverine, a Thor, Jessica Jones, entre outras. Na DC temos Mulher Maravilha, Supergirl, Zatanna, Batgirl, Canário Negro, Mulher-Gavião, pra citar algumas. Temos ainda em outras editoras, como Red Sonja na Dynamite e as Rat Queens na Image Comics. Aliás, recomendo bastante Rat Queens, é um ótimo trabalho. Lá você encontra Dee, uma clériga ateia, Hannah, uma elfa maga badass,a guerreira anã Violet e a ladra halfling Betty.

As Rat Queens, da esquerda para a direita: Dee, Betty, Violet e Hannah.

E algo muito importante que precisar ser dito é que o crescimento de poder das mulheres nos quadrinhos não ocorre em detrimento aos personagens masculinos. A nova Wolverine é poderosa, incrível, e mesmo assim o antigo Wolverine, agora chamado de Velho Logan, existe como um personagem reformulado e que é protagonista de uma das melhores HQs que já li recentemente (sério, leiam "Old Man Logan").

Vimos que a Marvel saiu na frente com a diversidade em seus quadrinhos nos tempos modernos, mas a DC Comics não fica para trás. Um ótimo trabalho vem sendo feito com os Lanternas Verdes da Terra. O primeiro, Alan Scott, é homossexual; o terceiro, John Stewart, é afrodescendente; e os atuais são Simon Baz, um muçulmano, e Jessica Cruz, de origem latina.

A DC também trouxe uma das primeiras personagens LGBT da história, a Batwoman. 
Os leitores de HQs pararam para acompanhar o casamento do século, do Senhor Fantástico e da Mulher Invisível, na Fantastic Four Annual #3 em 1965. Em 2002, os heróis Meia-Noite e Apollo se casaram e entraram para a história como o primeiro casamento homossexual dos quadrinhos.
Nesse ano de 2016, a editora criou um título próprio para o Meia-Noite, que inclusive faz questão de escancarar sua sexualidade sem vergonha alguma, algo que pode servir como inspiração para muitas pessoas que sentem medo de não serem aceitas ou julgadas.


Um dos meus casais favoritos das HQs está nos Jovens Vingadores. Hulkling e Wiccano formam uma dupla incrível como heróis e um ótimo casal que vem se consagrando muito em suas páginas. Torço muito para que eles apareçam nos futuros filmes da Marvel Studios, dando mais visibilidade ao que a editora trouxe.


Já estou terminando o texto, antes queria deixar mais duas personagens como exemplo da diversidade nos quadrinhos.
Em uma mídia marcada pelo sexismo, onde todos os heróis possuem corpos esculturais e heroínas têm silhuetas anatomicamente impossíveis, surge Faith Herbert, a Zephyr, a primeira heroína plus size da história, lançada pela Valiant Comics. Indiscutivelmente as HQs trazem padrões de beleza fora da realidade e isso gera um certo desconforto e tristeza naquelas pessoas que não conseguem seguir esses padrões. Elas, então, sentem-se descontentes com o próprio corpo e às vezes recorrem à atitudes drásticas como automutilação, desenvolvem transtornos como bulimia, e chegam até mesmo a cometer suicídio. A inserção de personagens, homens e mulheres, fora dos padrões é essencial para mostrar que qualquer um pode ser um super-herói, que qualquer pessoa, independente de sua aparência, pode estrelar páginas de quadrinhos, ser famosa e ganhar fãs.
Ano passado a Marvel deu mais um passo para aproximar-se de uma perspectiva mais diversificada. A Mulher-Aranha irá ganhar um título onde combate o crime grávida de oito meses! Imagina que legal ver nas convenções de quadrinhos as futuras mamães, que antes se sentiam tristes por não caberem na roupa das heroínas por causa da crescente barriga, vestindo-se como a Mulher-Aranha! Porque agora elas podem, existe alguém como elas! Conseguem perceber como isso é fantástico?


Finalizando, espero que depois dessas descrições e vários exemplos você tenha percebido a importância da diversidade e da representatividade nos quadrinhos. Os quadrinhos são um reflexo da realidade, muitas questões reais são tratadas em suas páginas, e porque deixar de lado a diversidade, que é tão presente na humanidade? Porque excluir personagens que possuem certas características?
Com a representatividade mais pessoas poderão entrar nesse universo fantástico das histórias em quadrinhos, mais personagens serão criados, novas histórias serão desenvolvidas. As convenções terão mais pessoas fantasiadas como seus personagens favoritos, crianças poderão brincar por aí com bonecos e bonecas que se parecem com eles, poderão "ser" seus personagens favoritos sem discriminação. Todo mundo sai ganhando!


Fontes:

Informações básicas:
E conhecimento próprio adquirido com anos de leitura de quadrinhos.


Os 5 maiores inimigos do Doutor Estranho

Por Phos em sábado, 25 de junho de 2016

Como Mago Supremo do Terra, Stephen Strange, o Doutor Estranho, tem que enfrentar os maiores inimigos de todas as outras dimensões, planos astrais e universos paralelos. O Doutor Estranho possui uma lista de inimigos muito poderosos, porém pouco conhecidos. Ele já derrotou Galactus mais de uma vez, a entidade cósmica In-Betweener, Adam Warlock com a Manopla do Infinito, a Feiticeira Escarlate, e muitos outros (inclusive os mencionados nessa lista)...

Isso prova o nível de poder do herói, que embora tenha sido reduzido com o tempo continua no hall dos grandes personagens da Marvel Comics.

Veja agora os 5 maiores inimigos do Doutor Estranho! 

5º lugar:


Já para começar eu lhes mostro o quão poderosos são os inimigos do Doutor Estranho. Shuma-Gorath não é como muitos outros personagens, que possuem versões diferentes em universos paralelos. Shuma-Gorath é único, só há um como ele em todo o multiverso (o conjunto de todos os universos). Na dimensão onde nasceu e viveu ele é onipotente, mas mesmo quando se aventura em outras dimensões seus poderes estão fora das escalas conhecidas. Os seguidores de Shuma tentaram trazê-lo para a Terra através da mente do Ancião, mentor do Doutor Estranho. A batalha entre Stange e Shuma foi tão feroz que todos os sensíveis à magia no mundo sentiram impactos. O Ancião teve de se sacrificar para que Shuma-Gorath não voltasse mais. Em outro combate Stange teve de drenar o monstro e absorver uma quantidade absurda de energia para poder derrotá-lo, ainda depois de enfrentar vários asseclas do monstro. O combate épico entre os dois entrou para a história!

4º lugar:



Em julho de 1963, na edição número 110 da revista Strange Tales, o Doutor Estranho fez sua estreia. E o Pesadelo também, sendo seu primeiro adversário, o que o torna peça chave na mitologia do herói. Pesadelo é um demônio que governa a Dimensão dos Sonhos, um lugar onde pode fazer o que quiser. Quando as pessoas dormem ele pode pegar suas projeções astrais e levar para sua dimensão, onde os atormenta de formas terríveis para se alimentar de seu medo. E isso o deixa mais poderoso. Como o Pesadelo é invencível em seu reino Strange tem muitos problemas quando precisa enfrentá-lo por lá, geralmente quando precisa tratar de clientes que estão sendo atormentados por pesadelos enquanto dormem. Pesadelo já tentou atormentar um número bem grande de heróis e vilões, tudo para corrompê-los e trazê-los para seu lado, mas o Doutor Estranho sempre estava lá para impedí-lo.

3º lugar:


Mephisto é o próprio diabo dentro do Universo Marvel. Bem, lá também há Lúcifer e Satã, mas Mephisto é o que mais demonstra o papel de antagonista demoníaco. Ele é o responsável por fazer pactos com humanos, onde cobra algo extremamente valioso (não valioso financeiramente, mas geralmente algo muito especial) em troca de algum pedido. Seu nível de magia é praticamente infinito, por isso podemos considerá-lo quase onipotente, motivo pelo qual seus confrontos com o Doutor Estranho sempre são bem acirrados e nunca terminam com um vencedor definitivo. Ele não é bem inimigo de Stephen, porém muitas vezes já esteve no seu caminho ou foi procurado pelo Mago Supremo para ser interrogado. Em Triunfo e Tormento, o Doutor Estranho ajudou o Doutor Destino a recuperar a alma de sua mãe, Cythia Von Doom, das mãos de Mephisto.

2º lugar:


O Barão Karl Amaddeus Mordo tem muitos motivos para estar nessa lista e eu até pensei em colocá-lo em primeiro. Considerando a cronologia de vida do Doutor Estranho (não de suas publicações) Mordo foi o primeiro inimigo de verdade do Mago Supremo, nos tempos em que os dois ainda eram discípulos do mesmo mestre, o Ancião. O que tornou Mordo um inimigo do Doutor Estranho foi o fato de ter se aliado a outro grande vilão (o próximo dessa lista) para permitir sua invasão à Terra. Mordo tentou matar seu mestre, mas foi impedido por Strange. A partir daí foi uma sucessão de confrontos movidos por ambições e até mesmo por inveja, já que o Ancião preferiu dar o título de Mago Supremo ao novo aprendiz, Strange, e não a ele. Mordo também é um mago excepcional conhecedor das mais profundas artes da magia negra.

1º lugar:


Dormammu encontra-se em um estado semelhante ao de Shuma-Gorath e Mephisto: um ser onipotente interdimensional. Novamente é por isso que seus confrontos com Strange quase nunca terminam em uma derrota definitiva, porém Dormammu sempre teve seus planos impedidos e ambições destruídas pelo Mago Supremo. Ele até já foi derrotado, mas sempre se recompõe e volta. Dormammu nasceu em uma dimensão da guerra chamada Faltine. Após matar seu próprio pai ele foi banido para a Dimensão das Trevas, onde também matou o regente de lá. Assim ele começou uma campanha para dominar todas as dimensões do multiverso e por isso está em constante guerra com o Doutor Estranho, que está ali para proteger a dimensão terrena. Dormammu é mais poderoso que Mephisto, Galactus, Odin e algumas entidades místicas. Ele tem uma imensidão de poderes como, só para citar alguns, a capacidade de criar qualquer coisa a partir do nada (inclusive seres vivos) e controle absoluto sobre a matéria e a energia.

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Até a próxima postagem!