A subestimada construção de mundo em Dragon Ball

Por Phos em terça-feira, 12 de março de 2024

 Infelizmente há poucos dias tivemos a triste notícia do falecimento de Akira Toriyama, o lendário mangaká criador de Dragon Ball.


Por se tratar de alguém que teve uma grande influência na minha vida, não só em me fazer gostar de mangás, eu queria trazer algo especial, mas infelizmente estou com pouquíssimo tempo nos últimos meses (você devem ter reparado pela quantidade menor de posts). Então eu resolvi trazer um dos meus posts favoritos na nossa página @universoanimanga e vou falar sobre a subestimada construção de mundo em Dragon Ball!

Primeiro, Toriyama fez muito bem algo que é raríssimo e bem difícil: ele misturou  elementos de ficção científica com elementos fantasia sem prejudicar um ou outro. A Corporação Cápsula é o melhor exemplo das tecnologias avançadas do scifi, tem até controle da gravidade! E tem ainda os androides e robôs da Red Ribbon. E na parte da fantasia podemos ressaltar todas as referências à Jornada ao Oeste, a lenda que baseou o mangá. Há dragões, esferas mágicas, deuses e por aí vai.


Tem ainda a mistura com elementos incríveis do mundo real. Uma hora estamos vendo dinossauros ou um urso humanoide segurando uma espada, e de repente temos ciborgues e androides altamente avançados! Ao mesmo tempo, um personagem corre de moto enquanto outro a segue em uma nuvem voadora!


Os terrestres trazem uma diversidade imensa. Não estamos falando apenas de humanos de etnias diferentes, há ainda outras espécies humanoides convivendo pacificamente. 


Em um dos mapas podemos ver uma diversidade de biomas e climas, o que implica também numa diversidade de animais e plantas.



Em um arranhãozinho sobre política, temos a revelação de que o mundo todo possui um rei e ele é um cachorro humanoide. E a lista de figuras excêntricas misturando culturas e temas se estende para samurais, bruxas, espíritos, demônios, animais falantes, e por aí vai.


A melhor parte disso tudo é que não é preciso de explicação. A construção e apresentação do mundo é tão bem feita que nunca questionamos suas peculiaridades (a famosa suspensão da descrença). Esse porco fala e se transforma em quem quiser? Esse gato sábio mora no topo de uma torre? Tudo bem!


Além da Terra, existe toda uma construção de outros mundos. Ainda não estou falando dos planetas e sim do Outro Mundo (com letras maiúsculas). Além de localizações, foram apresentadas várias estruturas de burocracia, papéis bem definidos de cada entidade e muito mais. Digo "muito mais" porque cada vez que penso eu lembro de algo novo, então seria impossível cobrir tudo aqui. Temos por exemplo Enma Daioh e a Princesa Serpente, cada um com seu papel.


A discussão se estende para outros planetas, cada um com suas próprias culturas e peculiaridades.

O melhor exemplo são os nameks: Toriyama criou castas, poderes, religiões, estruturas e toda uma biodiversidade própria para o planeta e seus habitantes!


Infelizmente várias dessas ideias foram deixadas de lado quando o autor resolveu priorizar mais e mais as lutas.

O Dragon Ball Super é a maior prova do que quero dizer. Reparem como, de repente, temos a apresentação de uma dezena de universos paralelos. Tudo que vimos até aqui foi apenas um universo, então em teoria poderíamos multiplicar várias vezes a experiência. Só que não foi o que aconteceu. Os novos universos servem unicamente ao propósito de fornecer lutadores para um torneio. Até mesmo os pontos interessantes (como novos saiyajins) fica meio de lado em prol do combate por si só. Uma pena mesmo. Só que nada disso exclui o trabalho excepcional e marcante que Toriyama deixou no mundo dos animes!

O post original muito mais ilustrado e em um formato de fácil leitura está disponível clicando aqui.


Até a próxima postagem!

Mangakás que fizeram sucesso com MAIS DE UM mangá!

Por Phos em terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

 Esse post foi ideia de um leitor que comentou no texto que escrevi sobre "por que muitos mangakás escondem sua identidade?".

Às vezes ficamos com a impressão de que os mangakás são pessoas de uma única obra, isto é, o autor só vai publicar um único mangá de sucesso durante toda a sua vida. Ele pode até ter criado vários mangás antes ou depois da obra principal, porém nenhuma chega ao mesmo nível de sucesso.

Seria muito difícil fazer uma pesquisa sobre isso e ter os números exatos, até porque é difícil definir o que é exatamente o sucesso de um mangá (no Japão e no mundo). Mas a impressão é que esse caso é o que acontece na maioria das vezes mesmo. Masashi Kishimoto primeiro lançou o mangá Karakuri, que lhe deu reconhecimento, depois publicou seu maior sucesso, Naruto, e o seu mangá seguinte (Samurai 8) se saiu tão mal que foi até cancelado. Tite Kubo publicou um mangá e alguns one shots antes de seu maior sucesso, Bleach, e nunca mais lançou algo novo (além de materiais e histórias dentro do mesmo universo de Bleach). Eiichiro Oda fez sucesso com alguns one shots antes de explodir com One Piece, que ainda está em andamento, mas pelas condições de saúde do autor tudo indica que será sua última obra antes de uma aposentadoria. Se os três maiores autores da sua geração passaram por isso, fica mesmo parecendo que há uma regra aqui.

Mas o objetivo desse post é mostrar exemplos de autores que fugiram desse estigma. Consegui reunir nove mangakás usando um critério pessoal para "obra de sucesso": serão aquelas obras que foram aclamadas de alguma forma, são influentes e/ou revolucionárias, que tiveram grande projeção no mundo todo ou pelo menos em quantidade exorbitante no Japão, renderam adaptações bem-sucedidas em outras mídias e, é claro, bons números de vendas.

Tsukasa Hojo

O primeiro mangá de Tsukasa Hojo, Cat's Eye, já pode ser considerado um grande sucesso pelas vendas impressionantes na década de 80. Em seguida ele lançou City Hunter, que foi um sucesso absoluto e rendeu ainda um spin off igualmente bem sucedido chamado Angel Heart. Três acertos é impressionante!


Rumiko Takahashi

Rumiko Takahashi possui um currículo com dez trabalhos, sendo que seis dele já venderam na casa dos milhões de cópias. Suas obras combinadas somam mais de 200 milhões de cópias, o que a coloca entre os autores que mais venderam. Ao menos dois de seus mangás merecem destaque principalmente entre os saudosistas que cresceram nos anos 90 e começo dos anos 2000: Ranma 1/2 e InuYasha.


Takeshi Obata

As obras de maior sucesso de Obata foram feitas em conjunto com Tsugumi Ohba, mas como a identidade desse último é um mistério e seus únicos trabalhos são justamente os com Obata, não vou colocá-lo em destaque na lista (até porque ele pode ser apenas o pseudônimo de um conjunto de assistentes). Essas obras são o sucesso mundial Death Note e o fenômeno das premiações Bakuman.


Takehiko Inoue

Takehiko Inoue deu ao mundo dois clássicos absolutos. Slam Dunk foi o seu segundo mangá a ser publicado (de 1990 a 1996) e vendeu mais de 100 milhões de cópias, sendo eleito o mangá favorito do Japão em 2007. Ele ainda trabalhou em outros menos famosos e parecia que ia cair na regra geral, até que em 1998 ele começou a fazer Vagabond, com o qual iria ganhar muitos prêmios.


Naoki Urasawa

Um gênio do mistério como Naoki Urasawa nos presenteou com não uma, nem duas, mas três grandes obras: Monster, 20th Century Boys e Pluto, todas em sequência. E um detalhe: ele começou o segundo enquanto terminava o primeiro, e o terceiro enquanto terminava o segundo, ou seja, em nenhum momento pareceu que ele iria cair na regra.


Yoshihiro Togashi

Togashi criou dois mangás de muito sucesso com uma base de fãs bem forte. O primeiro foi Yu Yu Hakusho, que foi sua primeira série e durou 4 anos em publicação. Com a fama obtida ele já ganhou sinal verde para publicar novamente, só que o mangá seguinte não rendeu tanto. Foi no terceiro, Hunter x Hunter, que a coisa pegou de vez e consagrou Togashi como um dos maiores mangakás da história.


Junji Ito

Junji Ito é considerado um dos principais artistas do terror nos mangás. Ele possui muitos trabalhos que são compilados em volumes ou revistas, então daria para citar várias dessas pequenas histórias como exemplos de sucesso. Porém quero exaltar dois trabalhos de imenso sucesso: Uzumaki e Tomie, que venderam muito, receberam várias adaptações e são renomados até hoje.


Akira Toriyama

Akira Toriyama é um dos exemplos de mangakás com sucesso em múltiplas áreas. Ele é mundialmente conhecido por Dragon Ball e todos os seus derivados em animes, jogos e demais produtos para venda. E com esse sucesso ele puxou outro mangá seu, Dr. Slump, para o hall da fama.


Osamu Tezuka

E, por fim, não poderia deixar de mencionar o deus dos mangás. Os trabalhos que eu citar aqui podem não parecer famosos para muita gente hoje em dia, afinal estamos falando dos primórdios do mundo dos mangás, mas dentro dos critérios que coloquei eles são excelentes, com o adicional de que influenciaram todos os mangakás que vieram depois de alguma forma. Estou falando de mangás como Black Jack, que já foi considerado por revistas e festivais um dos melhores mangás de todos os tempos, junto com Phoenix e Dororo. Tezuka também fez sucesso com Kimba, o Leão Branco (que foi copiado pela Disney em O Rei Leão) e o que talvez é seu trabalho mais famoso e longevo, Astro Boy.




Eu provavelmente esqueci alguém e posso ter deixado propositalmente alguns de fora por não considerar todas as suas obras tão bem sucedidas assim (cof cof... Hiro Mashima com Edens Zero). Podem ficar à vontade para relembrar nos comentários!

É isso por enquanto.

Até a próxima postagem!

Quantos episódios fillers tem nesses animes?

Por Phos em sábado, 10 de dezembro de 2022

 Uma das séries de posts de maior sucesso na página do blog no Instagram (aliás, segue lá em @universoanimanga!) é sobre a quantidade de episódios fillers em alguns animes mais conhecidos. Resolvi compilar todos os posts aqui em formato de texto.


Pra quem não sabe, filler é um episódio extra com história que não existe no material original e adicionado ao anime para aumentar a quantidade de episódios por motivos variados: para gerar mais audiência, fazer recapitulação para relembrar a audiência, atrasar a adaptação do anime para dar mais tempo ao mangá, etc. A fonte dos dados que usei aqui é o AnimeFillerList, um site especializado em contabilizar episódios fillers.


Dragon Ball

  • 21 de 153 (14% de filler)

Dragon Ball Z

  • 38 de 291 (13% de filler)


Dragon Ball GT é inteiramente original, sem qualquer material base, e ainda por cima foi tirado do cânone, então é 100% filler.

Dragon Ball Super
  • 14 de 131 (11% de filler)

One Piece

  • 95 de 1046 (9% de filler)

Bleach

  • 163 de 366 episódios (45% de filler)

Naruto

  • 90 de 220 (41% de filler)


Naruto Shippuden

  • 203 de 500 (41% de filler)

Boruto: Naruto Next Generation

Se considerarmos filler os episódios que não são adaptados do mangá, então:

  • 209 de 281 (74% de filler)

Acontece que Boruto não é um anime que se mantém muito atrelado ao seu mangá, diferente da maioria dos casos nessa lista. As histórias nos dois quase que correm independente. E desde o princípio parece que o anime não foi feito pra adaptar o mangá mesmo, tanto que várias decisões criativas diferentes foram tomadas, como explorar mais os personagens e criar histórias paralelas. Então talvez o critério para classificar fillers como conteúdo diferente entre mangá e anime seja injusto, se considerarmos filler somente os episódios que não acrescentam na continuidade da história temos:

  • 30 de 281 (11% de filler)

Black Clover

  • 17 de 170 (10% de filler)

Fullmetal Alchemist: Brotherhood

  • 1 de 64 episódios (2% de filler). 


Fairy Tail

  • 61 de 328 episódios (19% de filler)

Detetive Conan

  • 474 de 1066 (44% de filler)


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Se quiserem saber de algum que ficou faltando é só dizer nos comentários que adiciono ao post!


Até a próxima postagem!

O absurdamente pesado planeta do Senhor Kaioh

Por Phos em terça-feira, 28 de junho de 2022

 Nessa edição do Ciência dos Animes teremos Dragon Ball e vou falar sobre o planeta do Senhor Kaioh, vamos calcular o quanto ele deveria pesar para ter a gravidade dez vezes maior que a Terra! 

Já existem na internet análises parecidas com a que vou fazer aqui, mas eu quero fazer a minha e mostrar o passo a passo. Como não existem essas informações oficialmente, haverá dezenas de resultados diferentes e nenhum deles pode ser considerado o verdadeiro. Eu comparei os meus com os de alguns lugares na internet e todos são diferentes entre si! Então considere isso apenas um exercício de aplicação de física e matemática, não leve como verdade absoluta!

Quero começar descobrindo o tamanho do planeta. Para isso o ideal é ter um objeto de tamanho conhecido por perto. Então eu peguei uma imagem de determinado episódio que mostra o planeta inteiro com um objeto para referência: o carro do Senhor Kaioh. Fiz a composição que pode ser vista na imagem abaixo, onde cada barra vermelha é um comprimento de carro: 


Com isso podemos concluir que o diâmetro do planeta (que é o comprimento de uma linha entre dois pontos na superfície de uma esfera e que passa pelo centro) é de aproximadamente 9,5 vezes o comprimento do carro. É dito na obra que o carro do Senhor Kaioh é um Chevrolet Bel Air 1957. Procurei na internet e achei que esse carro tem um comprimento de 5,08 m (fonte: https://www.carsized.com/en/cars/chevrolet-bel-air-1957-coupe/). Então o diâmetro do planeta é de aproximadamente 48,26 metros. Isso é bem pequeno para um planeta; Mercúrio, que é o menor planeta do Sistema Solar, possui um diâmetro de 4.879,4 km! Caberiam dois planetas do Senhor Kaioh lado a lado em um campo de futebol tranquilamente.


O raio, que é a metade do diâmetro (ou seja, a distância do centro da esfera até a superfície), fica sendo 24,13 m. Guardem esse número, vai ser útil para algumas contas.

Vamos falar de gravidade agora. O efeito direto da gravidade na nossa vida vem no que chamamos de aceleração da gravidade (representada pela letra g), que nos diz qual a intensidade do campo gravitacional naquele lugar. É dito na própria obra que o planeta do Senhor Kaioh possui uma gravidade dez vezes mais intensa que a da Terra, então temos todas as informações para continuar. Abaixo eu vou fazer as contas que precisaremos para o resto do post e pode ser que tenha ficado nerd até demais. Então se você quiser pular as contas vou deixar tudo em azul e assim você pode ir direto para a conclusão onde o texto fica em preto outra vez.

A aceleração da gravidade proporcionada por um planeta depende da massa dele (M), assim como da distância (r) que o centro desse planeta está do corpo que sofrerá a aceleração (como estamos sobre o planeta, essa distância é igual ao comprimento do centro do planeta até a pessoa na superfície) e de uma constante chamada constante gravitacional (G). É a equação abaixo:


Mas o que nós queremos descobrir é a massa do planeta, então vamos rearranjar essa equação. Vou fazer como aprendemos na escola, que é passando os valores de um lado para o outro:

Então a equação para descobrir a massa do planeta é:


Agora só faltam os valores. Não precisamos nos preocupar com o valor de G porque ele é bem conhecido e tabelado, já r é o raio do planeta, que calculamos como sendo 24,13 m. A aceleração no planeta do Senhor Kaioh é 10 vezes a da Terra, então se a aceleração da gravidade da Terra é aproximadamente 9,8 m/s² a do planeta estudado é 98 m/s². 

Colocando os valores que já temos (g, r e G) na equação obtemos a resposta:


Ou seja, o planeta do Senhor Kaioh possui uma massa de 855 trilhões de quilos, o que é o mesmo que 855 bilhões de toneladas. Pode parecer muito, mas a Terra tem cerca de 6 sextilhões de toneladas, então nosso planeta é mais de 6 bilhões de vezes mais pesado que o planeta do Senhor Kaioh! Ainda assim é muita massa para um planeta tão pequeno, aqui vai um comparativo: se reduzíssemos o planeta do Senhor Kaioh até o tamanho de uma bola de futebol, mantendo a proporção, ela teria a massa de um porta-aviões! Imaginem segurar uma bola de futebol que pesa o mesmo que um porta-aviões!!!

Aqui vai um resumo pra quem quis pular a parte nerd: chegamos à conclusão de que o planeta do Senhor Kaioh é absurdamente pesado (nada comparado aos planetas do sistema solar, mas ainda assim muito pesado) com cerca de 855 bilhões de toneladas. Se ele fosse do tamanho de uma bola de futebol, ainda pesaria o mesmo que um porta-aviões! É assim que ele consegue gerar a aceleração da gravidade naquela intensidade que vimos em Dragon Ball.

Com isso tudo descobrimos que um planeta tão pequeno com uma gravidade tão forte precisa ser absurdamente pesado!

Esse post serviu como uma excelente preparação para outro tópico que quero abordar futuramente: o treinamento em alta gravidade. Será que ele faz sentido científico? Veremos em breve!

Até a próxima postagem!




Poderes e transformações do Granola em Dragon Ball

Por Phos em segunda-feira, 11 de abril de 2022


 Granola é um dos mais novos personagens de Dragon Ball Super e ele trouxe algumas novas habilidades e transformações que quero abordar aqui, principalmente porque agora ele é um dos mais poderosos do universo!

Esse post contém spoilers do mangá!

Vamos lá:

Poderes padrão

Como praticamente todos os guerreiros no universo de Dragon Ball, Granola possui uma série de poderes que não vou explicar em detalhes porque já são muito bem conhecidos. Vou listar alguns deles:

  • Disparos de rajadas de ki
  • Capacidade de sentir o ki
  • Capacidade de voar
Ainda assim, uma peculiaridade de Granola é que ele costuma disparar suas rajadas de ki pela ponta dos dedos, que ele dispõe como se simulassem uma arma. Ainda assim ele pode disparar raios por cada um dos dedos, sem necessariamente exigir essa pose.


Poderes de raça

Granola é o último sobrevivente do planeta Cereal. Os cerelianos possuem um poder único da raça:

Olho Evoluído

O olho esquerdo de Granola é capaz de enxergar além de olhos normais. A princípio ele parecia apenas conceder uma mira telescópica que tornava Granola uma tirador de elite muito eficaz, sempre capaz de atingir o alvo mesmo com grandes distâncias. Depois vimos ainda que esse olho permite que ele enxergue pontos vitais no corpo do alvo, assim ele sempre atinge onde vai causar mais dano. É possível ver também o movimento muscular do adversário, permitindo prever quais serão os próximos movimentos.


Novos poderes

Em determinado ponto da história, Granola invoca o dragão de Cereal, Toronbo, e faz um desejo: tornar-se o guerreiro mais poderoso do universo. Com isso ele ganha uma série de novos poderes:

Controle do Espírito

Enquanto a maioria dos guerreiros aprendeu isso com os yardrats, Granola desenvolveu ao ganhar os novos poderes. Com essa habilidade ele pode controlar o ki com mais precisão e teleportar-se, de um jeito ainda mais rápido que o normal.

Magia

Vimos Granola usar poderes que só podem ser descritos como magia, como a criação de campos de força e manipulação de chamas, algo que presenciamos antes com Moro, que era um mago.

Clonagem

Granola é capaz de criar quantos clones de si mesmo ele quiser. O único limitante é que ele precisa dividir seu poder total entre os clones, ou seja, se ele se dividir em dois cada clone terá metade e por aí vai, então quanto mais clones mais fracos eles são. O dano que cada clone toma é somado ao original assim que eles se desfazem.

"Hakai"

Granola também mostrou que é capaz de usar uma habilidade que pode ser o Hakai, a mesma técnica dos deuses da destruição, ou algo muito parecido. Com esse poder é possível explodir ou reduzir algo (ou alguém) em poeira com apenas uma mão.


Transformações

Granola não tem bem "transformações", na verdade são mudanças graduais de poder. De toda forma, vou listá-las aqui:

Poder dado por Toronbo

Ele atinge essa forma logo depois do desejo feito para Toronbo. Aqui, mesmo que por um curto período de tempo, Granola foi o guerreiro mais poderoso do Universo 7. Digo curto tempo porque ele ainda não estava acostumado com esse tanto de poder, por isso acabou usando-o por uma curta duração e ainda por cima nem conseguiu extrair todo o potencial que ele tinha.

Curiosamente, nessa forma o cabelo dele ficou igual ao Super Saiyajin 3.


Poder completo

Essa sim é a forma mais poderosa que Granola consegue chegar, tornando-se até mais forte que o Vegeta em sua forma de Ego Superior. Essa é marcante por Granola desbloquear os dois olhos na forma evoluída, atingindo ainda mais poder e precisão em seus ataques.




Até a próxima postagem!

O que é canône e o que não é em Dragon Ball

Por Phos em sábado, 20 de março de 2021

 Para quem não sabe, cânone é o nome dado ao que é oficial no histórico de uma franquia. Então eventos, personagens, séries e tudo mais que é oficializado é chamado de canônico.

Com Dragon Ball muita gente fica confusa, porque o cânone é um tanto bagunçado mesmo, já que a história foi mexida de um lado para o outro por mais de 30 anos. Por isso criei esse breve guia explicando o que é e o que não é oficial!

Vamos começar com o que é canônico. Todos eles tiveram influência direta do criador, Akira Toriyama, por isso possuem total consentimento para pertencerem ao universo oficial da franquia.
Abaixo de cada tópico eu coloquei o que o material adiciona ao cânone.

O CÂNONE

Dragon Ball, o mangá original
Como acontece na maioria das franquias, o material original é o cânone supremo. Tudo que está no mangá original de Dragon Ball é oficial e indiscutível. Ele foi publicado de 1984 a 1995, escrito e desenhado por Akira Toriyama, tornando-se então a expressão do que o autor queria nos passar. E não tem as divisões que encontramos nos animes, indo desde quando Goku cai na Terra até o arco do Majin Boo. Como vou passar por tudo isso nas próximas explicações, então não vou expandir muito esse tópico.
 

 
Dragon Ball, o anime
O primeiro anime de Dragon Ball, lançado de 1986 até 1989, adapta o mangá do capítulo 1 ao capítulo 194, praticamente sem alterações. Como esse anime passou por dois estúdios japoneses, a divisão entre sagas é diferente. Na Toei Animation foram quatro sagas e na Funimation, sete. Mas, basicamente, esse anime cobre as seguintes sagas do mangá:
  • Saga do Imperador Pilaf
  • Saga do 21º Torneio de Artes Marciais
  • Saga da Red Ribbon
  • Saga da Vovó Uranai
  • Saga do Tenshinhan
  • Saga do Piccolo Daimaoh
  • Saga do Piccolo Jr.

Até aqui a história é bem simples. Temos um Goku ainda criança que sai pelo mundo procurando pelas esferas do dragão, derrotando inimigos e participando de torneios de artes marciais. A história envolve muito mais monstros, seres mitológicos e lutadores humanos. O protagonismo de Goku é bem dividido principalmente entre Bulma e Yamcha, algo que vai mudar bastante mais para frente.

Dragon Ball Z
A continuação do primeiro anime traz a adaptação das sagas restantes do mangá. Eu acredito que essa divisão faz bastante sentido, porque além de termos um salto temporal para um Goku adulto, é a partir da Saga do Piccolo Jr. que o enredo muda drasticamente. As aventuras na Terra e os torneios de artes marciais dão lugar a tramas bem mais amplas, repletas de alienígenas (o próprio Goku é revelado como alienígena aqui), androides e entidades mágicas, mostrando que o universo é bem maior e perigoso. Aquela trama básica de procurar pelas esferas do dragão é quase que deixada de lado, tornando-se apenas uma história de fundo em alguns casos.

Como citado, o protagonismo muda bastante aqui. Goku cresce muito mais que os outros personagens, com Bulma, Yamcha, Tenshinhan e companhia tornando-se quase personagens terciários (eles ficam fora de arcos inteiros até!) assim que novos personagens mais poderosos (e alguns, podemos dizer, mais interessantes) são introduzidos, como Piccolo, Vegeta e, é claro, Gohan, que teria muito destaque em DBZ.

As sagas são as seguintes:

  • Saga dos Saiyajins
  • Saga do Freeza
  • Saga dos Androides
  • Saga do Cell
  • Saga do Majin Boo

A forma mais poderosa de saiyajin que existiu até aqui é o Super Saiyajin 3, e o personagem mais poderoso é o Vegetto, fusão de Goku e Vegeta, pois foi a forma final usada para derrotar o que é o inimigo mais poderoso até então, Majin Boo. Ou seja, essa é a conclusão de níveis de poder do mangá original também.


Dragon Ball Kai

Dragon Ball Kai foi, basicamente, uma remasterização do Dragon Ball Z, repassando os mesmos arcos só que agora com a trilha sonora, abertura e diálogos melhorados, além de melhora na qualidade de vídeo, tudo isso para comemorar os 20 anos da série. Como não muda o original em quesito de história pode ser considerado canônico também.


Dragon Ball Super, o anime
Dragon Ball Super foi a primeira série em anime original de DB em 18 anos (antes dele só o Dragon Ball GT), criada pelo próprio Akira Toriyama. Veio junto com uma nova leva de filmes que mudou completamente o estilo da série. Primeiro que a animação deu avanços inacreditáveis para melhor, depois há avanços também no roteiro, com o universo sendo expandido de maneira nunca vista antes. Enquanto a transição da série clássica para o DBZ mostra que existem outras planetas habitados, DB Super mostra que existem outros universos inteiros! Também introduz toda uma nova hierarquia de deuses e brinca com o conceito de mesmos personagens, só que de uma realidade alternativa.

As sagas são:

  • Saga do Deus da Destruição Beerus
  • Saga do Freeza Dourado
  • Saga do Universo 6
  • Saga do Trunks do Futuro
  • Saga do Torneio do Poder (ou Saga da Sobrevivência do Universo)

Uma coisa muito inteligente que o Super fez foi trazer para o universo canônico algumas coisas que os fãs tinham aprovado em histórias não canônicas, além de fazer o mesmo com conceitos. É como se ele estivesse esperado apenas ouvindo as críticas para depois vir com a solução de todos os problemas porque sabia exatamente o que os fãs queriam.

Algumas mudanças conceituais foram: as regras de viagem no tempo ficaram mais concisas, a história de alguns planetas, especialmente o Planeta Vegeta, foi melhor contada, estruturas de poder e hierarquias foram melhor definidas e por aí vai.

Personagens amados também foram canonizados com mudanças para torná-los como melhor, como aconteceu com Bardock, Gogeta, Broly, etc.


Dragon Ball Super, o mangá
Indo na contramão do que é comum, o mangá de Dragon Ball Super veio depois do anime. Ele se encaixa logo depois do mangá original, apesar de não ser escrito e desenhado (só supervisionado) por Toriyama, com esse trabalho indo para o mangaká Tayotaro.
A ideia do mangá é abordar só um pouco do que foi feito no anime, pois nós veremos muito mais eventos do que o anime mostrou, como você pode notar na lista de sagas já publicadas (na data desse post o mangá ainda está sendo lançado):

  • Saga do Deus da Destruição Beerus
  • Saga do Universo 6
  • Saga do Trunks do Futuro
  • Saga do Torneio do Poder
  • Saga do Prisioneiro da Patrulha Galáctica 
  • Saga de Granolah, o Sobrevivente (atualmente em lançamento)
 
Vale lembrar aqui que a Saga do Freeza Dourado e uma Saga do Broly (onde ocorreram os eventos do filme de 2018) são citadas como eventos existentes no mangá, porém foram completamente pulados na publicação. A explicação mais aceita é que, provavelmente, Toyotaro e sua equipe não quiseram refazer esses eventos no mangá, afinal eles já tinham desenhado versões ilustradas do filme antes. 

Como esse mangá traz os eventos mais novos dentro da cronologia da série, é daqui que podemos esperar os personagens mais poderosos ou versões mais poderosas de personagens já conhecidos!
 

Filmes

Somente dois filmes são considerados por Toriyama como continuação oficial de sua história, portanto canônicos: O Renascimento de Freeza e A Batalha dos Deuses, que oficializam pontos como a existência dos deuses da destruição e dos anjos, dos universos paralelos, o retorno do Freeza e por aí vai. Se você está se perguntando sobre Dragon Ball Super: Broly, saiba que até hoje não houve nenhum pronunciamento sobre ele ser canônico ou não. No entanto, o mangá de DB Super adicionou duas páginas entre sagas para dizer que os eventos do Broly aconteceram, então podemos considerá-lo canônico até que se diga o contrário. Foi canonizado de um jeito bem vagabundo? Foi. Pareceu apenas uma desculpa preguiçosa colocar essas duas páginas ao invés de inserir os eventos direitinho? Pareceu. Mas bem, fazer o quê, né?


MATERIAL NÃO -CANÔNICO

E a seguir teremos o material não-canônico. A maioria deles sequer passou pelas mãos de Akira Toriyama, por isso não são considerados oficiais e muitas vezes são desprezados nas séries seguintes. Alguns fãs também costumam desprezar completamente qualquer material não-canônico.

 
As situações, arcos e sagas fillers

Motivo de piada até hoje, os famosos "eternos cinco minutos" da explosão de Namekusei são efeito de fillers. A Toei Animation, que produzia o anime, precisava inserir episódios sem impacto direto na história para que a produção não ultrapassasse o lançamento do mangá, o que é bem normal na indústria. Mas ela também fazia outras mudanças para estender o anime, como adicionar golpes para prolongar as lutas ou estender algumas cenas. Justamente por isso a explosão de Namekusei demorou tanto para acontecer.
Algumas outras pequenas mudanças com relação ao anime está na morte de personagens figurantes, alguns diálogos e principalmente uma suavizada nas cenas violentas, já que o anime não podia ser tão sangrento quanto o mangá por conta do horário de exibição na TV.

Daria para fazer uma postagem inteira listando as pequenas inserções fillers (vocês querem algo assim? Eu poderia fazer), por isso vou levantar apenas os arcos inteiramente fillers. Como eu citei antes, o Dragon Ball original adaptou diretamente o mangá, então tem apenas três arcos fillers:

  • Arco do Treinamento Sozinho: um arco onde Goku viaja para treinar sozinho e acontece logo depois do Torneio da Vovó Uranai. Aqui Tenshinhan e Caos são inseridos antes do que acontece no mangá.
  • Arco do treinamento no céu: aqui vemos Goku treinar com o Sr. Popo e acontece logo depois do arco do Piccolo, então ainda está na transição entre o original e o Z.
  • Arco do vestido de casamento: esse arco existe para mostrar mais do relacionamento entre Goku e Chichi (algo que o mangá não faz) e aborda as vésperas do casamento entre os dois. Esse sim é o último arco geral do DB clássico.

Agora os fillers do Dragon Ball Z:

  • Saga do Garlic Jr.: continuação direta de um filme, então como nem o filme era canônico esse arco também não é.
  • Saga do Torneio do Outro Mundo: sendo não oficial implica que todos aqueles lutadores, como o Paikuhan, são fillers!
  • Arco do Grande Saiyaman: aqueles poucos episódios do Gohan e da Videl juntos.


Dragon Ball GT

Dragon Ball GT é um caso complicado. Ele é a continuação direta de Dragon Ball Z e teve pouquíssima participação de Toriyama na produção, mas nem mesmo ele fez questão de desprezar a obra. Tecnicamente falando, a existência do Super não contradiz o GT em momento algum, já que os períodos de tempo ficam meio confusos. Isso sendo bem técnico mesmo, porque todos nós sabemos que há diferenças de poderes, personagens e situações nunca citados, etc. Por isso o GT ser canônico ou não foi alvo de muitas discussões, até que um evento promocional chamado História de Dragon Ball foi exibido no Japão e ele não incluiu o GT, o que fez ele ser aceito como não-canônico desde então.

DBGT recebeu muitas críticas já na época de seu lançamento por trazer algumas mudanças bem incômodas, como trazer um Goku criança outra vez, inutilizar completamente o Gohan e tirar de foco personagens como Vegeta. Os vilões pouco interessantes também prejudicaram bastante.

Apesar de tantas críticas, muitos elementos do GT que os fãs gostaram foram canonizados mais tarde, como a Pan e o Gogeta.


Filmes

Absolutamente todos os filmes com exceção de O Renascimento de Freeza e A Batalha dos Deuses são não-canônicos. Isso totaliza dezoito filmes não oficiais e coloca na lista de personagens não-canônicos algumas figuras que muitos fãs amam, como Tapion, Bojack, Janemba, Hildegarn, Cooler, aquele primeiro Broly, o Gogeta absurdamente poderoso e outros.

Isso obviamente inclui (AINDA BEM) o filme live-action, que deve ser esquecido de nossas mentes.


Especiais animados

Dragon Ball Z possui cinco especiais animais, o GT tem mais um, e todos eles são não-canônicos. Um deles é o especial de crossover com One Piece e Toriko. Mas, mais importante, um deles é o especial do Bardock, onde somos apresentados ao pai de Goku. Toriyama gostou tanto desse personagem que ele foi canonizado mais tarde nos filme O Renascimento de Freeza.

Ah, e os três OVAs que existem também não são oficiais, o que já era de se esperar.


Jogos
Assim como os filmes, todos os jogos são não-canônicos, dessa vez sem exceção. Mesmo que Toriyama tenha participado diretamente da produção de vários deles, como o Dragon Ball Online, que muita gente considerou oficial durante um tempo. 

 


É isso, se ficou alguma dúvida podem usar os comentários para perguntar, eu realmente posso ter deixado alguma coisa passar.

Até a próxima postagem!

Raças do multiverso de Dragon Ball

Por Phos em sábado, 24 de agosto de 2019
Uma das melhores coisas em Dragon Ball, em especial o começo, é sobre como o mundo é repleto de criaturas variadas. Com o passar do tempo já tínhamos uma mistura maluca de seres artificiais, criaturas sobrenaturais, alienígenas, divindades e muito mais. E é sobre esses tipos de seres que irei comentar hoje.

Vamos começar, claro, pelos humanos. Ou terráqueos, como alguns chamariam. Os humanos são capazes de usar ki, porém com muito mais dificuldade que outras raças alienígenas, tanto que apenas alguns (como Mestre Kame e Videl) que conseguem se tornar guerreiros razoáveis.


Desde o princípio o Tenshinhan me intrigava. Por que ele tinha três olhos? Hoje chamam de tribo dos três olhos o lugar de onde ele veio, e podemos dizer que isso é uma sub-raça de humanos.


Vindos do planeta Vegeta, os saiyajins são guerreiros naturais. Eles vivem para o combate e por isso são os que mais mostraram habilidades de combate. Conseguem se adaptar para outras formas de poder, como ki divino. Os níveis de transformação são denotados pela cor ou formato dos cabelos. Eles nascem com caudas, o que lhes permitem se transformarem em grandes macacos.
Já fiz um post exclusivo para falar sobre as formas, poderes e transformações dos Saiyajins.


Existem também híbridos de humanos com saiyajins que parecem desenvolver muito mais poder do que as raças puras, como é o caso do Gohan, do Goten, Trunks e Pan. Alguns desses híbridos, como Bra, parecem não possuir as mesmas habilidades. Então não dá pra saber bem o que exatamente dá origem a esse poder.

Depois de humanos de saiyajins, os namekuseijin são a raça mais conhecida de Dragon Ball. Naturais do planeta Namek, possuem uma cultura muito rica e bem desenvolvida, são capazes de criar suas próprias Dragon Balls e têm uma estrutura religiosa bem definida. Entre as habilidades da raça estão a capacidade de mudar de tamanho, se regenerar até de membros perdidos, podem se fundir naturalmente ou se separar em mais seres, entre muitas outras.


Visualmente, os tsufurujin são muito parecidos com os humanos. Só que eles são muito mais desenvolvidos tecnologicamente e cientificamente. Dominam engenharia genética e são especialistas em robótica.
No Universo 7 a raça foi extinta pelos saiyajins, restando apenas alguns indivíduos que se tornaram vilões (e depois foram exterminados pelos heróis), como Baby. Já no Universo 2 há a possibilidade deles ainda existirem, pois especula-se que Zarbuto e Ziloin são tsufurujin.


A raça do Freeza é um mistério. Eu lembro que anos atrás lia na internet que a raça se chamava "changeling", mas parece que isso foi apagado da existência. Deve ter sido alguém que inventou e acabou sendo aceito.
Não sabemos o planeta natal e muitas outras informações relevantes. Sabemos apenas que algo nessa raça torna seus espécimes muito poderosos, como já vimos, por exemplo, no Freeza e no Frost. Há ainda a possibilidade de transformações para aumentar o nível de poder como os saiyajins, altos níveis de regeneração como os namekuseijins, é como o melhor de cada raça.


Os majin são alvo de uma grande confusão. Em DBZ, logo no começo, foi dito que Kid Buu, o primeiro (e único, até então) majin, havia sido criado por Bibidi. Na verdade, Kid Buu existe há bilhões de anos, ele apenas foi invocado por Bibidi. Então não dá pra dizer que os majins são seres artificiais criados com magia, eles apenas podem ser invocados.
Existe a história de que os majins possuem uma terra natal, porém diverge o que aconteceu com um lugar. Nos jogos é dito que esse lugar já foi destruído há muitos anos.
Os majins são praticamente imortais, já que podem se regenerar e se clonar ilimitadamente, conseguem manipular o próprio corpo da forma que querem, sabem realizar magias (como transformar em chocolate) e podem absorver outros seres para ficarem mais fortes. Já vimos que é uma das raças mais poderosas do universo.


Os yardratianos, do Planeta Yardrat, teriam de tudo para passarem despercebidos no universo. São fracotes e simplórios, porém muito inteligentes. São mais conhecidos por serem os inventores da técnica de teletransporte instantâneo.
Exemplos de indivíduos dessa raça estão os sujeitos que ensinaram o teletransporte à Goku após este aparecer no planeta deles em uma nave. Jimizu, do Universo 2, também é yardratiano.


Não poderia esquecer dos saibaman, aquela raça de seres pequeninos que possuem como principal característica nascerem a partir de sementes plantadas no solo. São praticamente ferramentas dos saiyajins.



Os zunseijin, do Planeta Zun, é a raça do Pui Pui, aquele capanga do Babidi. Essa raça só ganhou atenção mesmo recentemente no mangá de Dragon Ball Super, quando Moro destruiu e drenou toda a energia do planeta. Foi dito que os os zunseijin morreram, uma extinção da espécie, mas será que não havia nenhum fora do planeta naquele momento?


Duas raças merecem muita atenção:

Os shinjin parecem nascer para uma função específica: serem Kaios ou Supremos Senhores Kaio. Eles já nascem muito habilidosos com magia, apesar de não serem tão bons assim em combate físico direto. As cores de pele também variam bastante, como rosa e amarelo. Os assistentes dessas entidade, como Kibito, também são da mesma raça. Shinjin estão presentes em todos os universos e exercem a mesma função.
Sabemos que eles podem se fundir com outras raças, como vimos na fusão entre o shinjin Zamasu e o saiyajin Goku Black.


Outra raça que existe em todos os universos e sempre com a mesma função é a dos anjos. Possuem ki divino, então um anjo já nasce mais poderoso que qualquer outra raça. Não sabemos exatamente se existe algo natural, alguma força por trás da seleção deles, ou se há outros anjos que não estejam na posição de assistentes dos deuses da destruição (como todos que já vimos até agora).


Os demônios também merecem atenção. Inicialmente eram seres genéricos que habitavam o Inferno, mas depois surgiu a dimensão do Reino dos Demônios e eles ganharam novas habilidades. Eles também são capazes de virarem híbridos com humanos ou saiyajins e podem assumir uma forma especial de escuridão. Suas principais habilidades vêm de magias, como a de seu maior exemplar, Dabura, que podia transformar pessoas em pedra com seu cuspe. Essa raça ganha mais atenção nos jogos que nos animes.


Agora vêm as raças sintéticas, criadas artificialmente. Podemos dividi-las em dois:
Os androides são os que foram construídos como máquinas. A mente por trás disso na Terra era o Dr. Maki Gero que demorou um bom tempo evoluindo suas técnicas até criar seres perfeitos. Como não possuem partes orgânicas eles não se cansam, possuem energia infinita, podem ser reconstruídos depois que são destruídos e são mais resistentes que humanos normais. Ainda podem esconder armamentos especiais, dependendo da construção.


E temos os seres artificias biológicos, que são feitos de material orgânico como pessoas normais. Existem nos filmes da época do primeiro anime de Dragon Ball, na fase em que Goku ainda era uma criança, ou seja, bem no comecinho mesmo. O mais conhecido desses seres é o Bio-Broly, que também era o mais poderoso já feito.


Quero comentar agora sobre algumas raças que apareceram mais no começo do mangá, ou no anime Dragon Ball, que eram reflexos de uma história mais simples, antes de pintarem alienígenas para todos os lados. Não vou explicar muito porque são seres bem conhecidos.

Temos os vampiros, seres que se alimentam de sangue. Um dos lutadores da Vovó Uranai era um vampiro e depois vimos mais deles em filmes e especiais, como o Conde Drac e Lúcifer.


Tem também zumbis, muito mais presentes nos filmes.


E fadas:


E fantasmas (junto com um monstro de Frankenstein e outras criaturas):


No Outro Mundo vemos mais raças, como os ogros. Eles são os funcionários que fazem o Outro Mundo funcionar, exercendo diversas funções por lá. São como os humanos, mas com chifres e pele de cor diferente, indo do vermelho até alguns tons de azul. O líder dos ogros, e mais conhecido, é Enma Daioh.


No começo a quantidade de pessoas-animais era imensa e tinha de tudo. Diferente dos lobos humanoides que já citei, esses pareciam seres normais, sem poderes. São misturas com cachorros, lobos, ursos, bodes, etc.
No Universo 9 vimos exemplares de lobos humanoides, como Bergamo, que possuem um nível de ki bem alto e são ótimos lutadores.



Existem vários outros personagens que são de raças bem específicas, mas como não tem muita informação sobre eles fica difícil dizer algo. É o que acontece com as raças do Zarbon, do Ginyu, do Beerus, de vários soldados do Freeza, do Moro e de tantos outros.

Até a próxima postagem!